terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Protocolo: Sim ou Não?

Caro João Paulo

Agradeço as suas palavras, sinceramente. Acredite que é só uma questão de protocolo que se tem de cumprir. Não fica mal nem bem. É mesmo um só ritual que se tem que fazer, independentemente de eu estar ou não de acordo.
Um abraço.

Oh Caro Três Horas da Manhã

(Isso não é um pouco tarde?) (é a brincar)

Obrigado pelos parabéns.
Desculpe-me, mas não me sinto capaz de educar culturalmente quem quer que seja. Posso é ajudar.Talvez o que tenho é mais experiência nesta área, penso.
Duma coisa pode estar certo, esta associação é de e para todos os campomaiorenses e não só. Depois, lá mais para a frente a gente conversa. Gostaria é de poder contar com as suas opiniões e ideias, para melhorar as minhas ideias e a associação.
Um abraço e obrigado pelas suas palavras. Conte connosco.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

In memoriam

Estive a ler uns blogues de e sobre Campo Maior e fiquei um pouco estupefacto. Afinal somos tâo poucos ... P'ra aí uns oito mil e tal habitantes ...
Já levo uns anitos disto de críticas e contra-críticas, são 52! Não se esqueçam que tenho andado nos últimos 30 anos a dar concertos por esse mundo fora.
É só em jeito de explicação.
Náo me importa ser criticado, mas criticar sem perceber o que quer que seja, não aceito.
A associação a que tenho a honra de pertencer, sim para mim é uma honra e um privilégio pertencer a esta associação que ajudei a criar, tem como objectivos a promoção,a divulgação e o ensino da ARTE e da CULTURA e dos seus agentes, quer sejam amadores ou profissionais. Mas atenção! Só aquelas que de um ponto de vista estritamente artístico se tratarem!
Poderia enunciar inúmeras anedotas e peripécias que me passaram ao longo dos meus anos de concertista, mas só um reparo.
Aquilo a que alguns chamam de cultura, eu chamo de comércio, independentemente da qualidade apresentada. E há tanto comércio na música clássica como na música comercial.
Aqui do que se trata é de ARTE! E não lhe dêem mais voltas!
O que estamos tentando fazer em Campo Maior com a AD SEPTEM ARS é promover, divulgar e ensinar a ARTE em todas as suas vertentes e linguagens. E isto já não é para mim que tenho 52 anitos e que me tenho dedicado à Música "culta" desde os 8 ou 9 anos com a minha querida e saudosa professora D. Maria Amélia Dias! Que pianista era! Ainda hoje ando à procura da sonoridade que dava ao Brahms! Simplesmente genial! Obrigado por tudo o que me ensinou!
Se sou músico a si o devo!
Relembro esta grande SENHORA da Cultura Campomaiorense, porque toda a sua vida se dedicou à CULTURA e à ARTE!
E esta associação tem que servir para não deixar perder grandes carreiras e grandes ARTISTAS como a da D. Maria Amélia. Esta senhora, para quem não sabe, foi uma grande, excepcional pianista, da talha de uma Maria João Pires! Era simplesmente divinal a sua sonoridade pianística!
Se alguém tiver o contacto da família da D. Maria Amélia, agradeço que ma enviem. Desde já o meu agradecimento antecipado.
Se houver alguma dúvida, eu, como professor, não deixarei de explicar. Mas não vou entrar em discussões parvas e inúteis sobre o que é cultura e o que é arte. Isso eu sei, pois tenho dedicado toda a minha vida à arte e à cultura.

Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

Rua de Timor, 6 ♦ 7370-024 Campo Maior ♦ adseptemars@gmail.com

Campo Maior, 11 de Janeiro de 2009

A “Ad Septem Ars – Associação Cultural de Campo Maior” ”abriu as suas portas”, que é como quem diz, iniciou a sua actividade. E de que maneira! Com um concerto magnífico, onde todos os músicos intervenientes estiveram brilhantes.

Quem se deslocou à Igreja da Matriz, deu o seu tempo por bem empregue! Apesar do frio! É que há dias especiais. E este foi um desses dias! Só encontro duas palavras para adjectivar resumir o que se passou hoje em Campo Maior: magnífico e emocionante!

Em nome da “Ad Septem Ars – Associação Cultural de Campo Maior” obrigado e parabéns à Jacinta Almeida, à Manuela Godinho, ao Guillermo Segóvia, ao Duarte Graça, ao António Graça e, finalmente, ao excelente pianista Amadeu Oliveira! Um agradecimento muito especial ao nosso querido pároco, cónego Donaciano Marques Afonso que permitiu que invadíssemos a sua igreja. Ah! E um obrigado a todos os presentes também, pois claro!

Pela

Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

A Direcção

sábado, 10 de janeiro de 2009

É já amanhã

Pois! É já amanhã que vamos, não sei se se pode dizer "inaugurar", a Ad Septem Ars - Associação Cultural.
Por força das circunstâncias, tivemos que mudar de sítio. Não vamos realizar o Concerto de Apresentação na Igreja do Convento, mas sim na Igreja da Matriz. Um agradecimento muito especial às Irmãs Concepcionistas e ao nosso Pároco Padre Donaciano Marques Afonso. Obrigado pela colaboração!
A nossa homenagem às Irmãs fica para mais tarde. Paciência! Neste momento de dor e, ao mesmo tempo de regozijo, quero deixar aqui a minha solidariedade e o meu apoio às Irmãs. Sôr Maria de Jesus foi para junto do SENHOR, como me disse Sôr Anjos, entre a tristeza da partida e a alegria da certeza da chegada à Casa de Deus, que só é possível ter quem tem a Fé verdadeira em Cristo. Ave, Sôr Maria de Jesus!
Fica a Ad Septem Ars em dívida com o nosso Pároco. Um bem-haja senhor padre
Donaciano!
Espero que a população de Campo Maior compareça. Isto é para todos os campomaiorenses!
Soube há pouco, que vem gente Elvas. Sede bem vindos! Também queremos trabalhar para vós!
Hoje fomos à Rádio Campo Maior, eu, o Fernando Antunes e o Luís Jorge. Acho que conseguimos expor e explicar bem o que pretendemos. Nunca lá tinha estado. Parecem-me bem apetrechados e bons profissionais!
Por hoje é tudo. Até amanhã ao concerto!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Alguns dos primeiros membros dos órgãos sociais




Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

Ontem, dia 7 de Janeiro, foram designados os órgaãos sociais. Eis aqui a lista completa:

Direcção Executiva

Presidente - Vasco Pereira
Vice-Presidente - Fernando Antunes
Secretário - Luís Jorge
Tesoureiro - Zé Manuel
Vogal - Isabel Raminhas
Suplente - Isabel Pereira
Suplente - João Carita

Conselho Fiscal

Presidente - João Fernandes
Tesoureiro - Luís Lages
Secretário - Antonieta Costa
Suplente - Paulo Amaral
Suplente - Margarida Pereira

Assembleia Geral

Presidente - Teresa Carita
Vice-Presidente - Rui Carneiro
Seretário Luís Alves
Vogal - João Luís Reis
Suplente - Susana Costa Pereira


Haja sorte e empatia ente todos!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Notas ao “Concerto de Reis”

Notas ao “Concerto de Reis”

Por
Vasco M. N. Pereira
Compositor e Director de Orquestra


Domingo, 4 de Janeiro de 2009
Elvas, melhor, Campo Maior – já que estou a escrever de Campo Maior
Como escrevi uma vez, lá aparecem actividades interessantes que me levam a deslocar-me a Elvas.
Lá fui a Elvas, ao Santuário do Senhor Jesus da Piedade e com expectativa elevada, a assistir a um recital vocal e instrumental. Era um “Concerto de Reis” e valeu a pena percorrer os 40 km que distanciam Campo Maior - Elvas – Campo Maior.
Valeu a pena por dois motivos: um, pela qualidade dos actuantes e o outro, por saber de antemão que o único interesse é fazer ARTE e CULTURA. Sim, com maiúsculas!
Está de parabéns Elvas e, em particular, a Confraria do Senhor Jesus da Piedade por esta brilhante iniciativa organizada pela Academia Papagueno. Parabéns também à Academia!
Intervenientes seis, ainda que um tenha vários membros, o Coral Públia Hortênsia de Elvas, claro. Os outros foram as sopranos Jacinta Almeida e Manuela Godinho, o tenor Guillermo Segóvia e o trompetista Mário Ribeiro, acompanhados pelo pianista Amadeu Oliveira.
Quanto ao Coral Públia Hortênsia, dirigidos com maestria pelo professor e maestro Octávio Martins, os meus parabéns. Esta é a segunda vez que os oiço e em cada audição noto melhorias. Estão mais homogéneos, em suma, é mais coro. Continuem a trabalhar.
A soprano Manuela Godinho, expressiva e comedida nos gestos, apesar de algum nervosismo inicial, (isto de abrir um concerto tem que se lhe diga!), acalmou e encantou todos os presentes. Com um timbre muito suave e bonito, nota-se que há trabalho de casa bem feito.
O tenor Guillermo Segóvia, foi uma boa surpresa. Exuberante nos gestos, tem um bom domínio do público e do palco. Boa voz, com timbre suave e agradável, puxou pelo público fazendo-o vibrar.
O Mário Ribeiro confirmou o que eu sabia e conhecia dele. É um excelente trompetista, com ritmo e afinação, tem um bom domínio e conhecimento do seu instrumento, a trompete.
A Jacinta Almeida é daquelas cantoras que não sabe cantar mal. Resumo a sua actuação em duas palavras: simplesmente BRILHANTE!
Deixei para o fim o suporte e a base deste recital de Reis, o pianista Amadeu Oliveira. Antigo aluno do grande e genial pianista espanhol Esteban Sanchez, segue as pisadas do seu mestre, com o seu bem-fazer, leia-se tocar, o seu ofício: PIANISTA!
Para terminar, os meus mais sinceros parabéns agradecimentos a todos os músicos e cantores e, em especial à Academia Papagueno pela brilhante iniciativa e pelo bom momento passado.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ad Septem Ars

Já está! Já foi constituída a Associação Cultural de Campo Maior. Lá estivemos na senhora notária, dra. Sílvia Carrilho. Agora é começar a trabalhar, que projectos e ideias não faltam! Assim haja dinheiro e vontade para concretizar tantos projectos e ideias!. Mas a estes e a estas virei à carga quando a associação tiver o seu próprio blog/página web.

Concerto de Reis

Concerto De Reis

Organização: Academia Papagueno

Apoio: Confraria Senhor Jesus da Piedade


Sopranos: Jacinta Almeida e Manuela Godinho
Tenor: Guillermo Segóvia
Trompete: Mário Ribeiro
Piano: Amadeu Oliveira
Coral Públia Hortênsia de Castro


04 Janeiro 2009 - 16.00 Horas

Santuário s. Jesus Da piedade


P r o g r a m a


«Signore delle cime» ------------------------------------------- G. Marzi
«Ave-Maria» -------------------------------------------------- Arcadelt
Coral Públia Hortênsia de Castro

«How beautiful» ------------------------------------------------ Haendel
«Ave Maria» --------------------------------------------------- Caccini
«Laudate Dominum» ------------------------------------------- Mozart
Manuela Godinho (Soprano) – Amadeu Oliveira (Piano)

«Panis Angelicus» ----------------------------------------------------- César Franck
«Agnus Dei» -------------------------------------------------- Bizet
«Vissi d’arte» – Tosca ---------------------------------------------- G. Puccini
Guillermo Segóvia (Tenor) - Amadeu Oliveira (Piano)

«Ave-Maria» -------------------------------------------------------- Bach-Gounod
«Nun Beut die Flur» ------------------------------------------- Haydn
«Ave-Maria» --------------------------------------------------Verdi
Jacinta Almeida (Soprano) – Amadeu Oliveira (Piano)

«Jesus alegria dos homens» Cantata 147----------------------- J. S. Bach
«Moonlight Serenade» ---------------------------------------- G. Miller
«Mundo maravilhoso» ----------------------------------------- Bob Thiele
Mário Ribeiro (Trompete) – Amadeu Oliveira (Piano)

«Laudamus te» ---------------------------------------------- Vivaldi
Jacinta Almeida e Manuela Godinho – Amadeu Oliveira

«Joy to the world» -------------------------------------------- Haendel
«Natal de Elvas» ----------------------------------------- ----- Tradicional
Coral Públia Hortênsia de Castro

Resenhas Biográficas

Coral Públia Hortênsia de Castro – Elvas
Criado em 1987, teve a primeira actuação na Sala Públia Hortênsia de Castro na Biblioteca Municipal de Elvas (daí o seu nome). Deu já três centenas de concertos, de norte a Sul do País, na Madeira e em Espanha. Actualmente é composto por 30 elementos e dirigido pelo Professor e Maestro Octávio Martins, licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.
Manuela Godinho
Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Nacional de Lisboa de onde é natural, com a Professora Manuela de Sá. Licenciada em Filologia Germânica, nunca abandonou o seu gosto pelo Canto. Tem actuado em Portugal, Espanha e França tanto a solo como em duo.
Guillermo Segóvia
Natural de Badajoz, iniciou os seus estudos de Canto no Conservatório de Mérida com a Soprano oriental Mariana You Chí. Realizou Concertos por toda a Estremadura espanhola, Costa del Sol e Madrid. Actualmente prepara a apresentação de um drama musical criado para ele pelo dramaturgo Miguel Murillo.
Jacinta Almeida
Licenciada em Canto pelo Conservatório Superior de Música de Badajoz, realizou vários Concertos em Portugal, Espanha, Brasil, Inglaterra, França e Marrocos, acompanhada por várias Orquestras e Pianistas. Actualmente reparte a sua actividade pedagógica entre Espanha e França.
Mário Ribeiro
Licenciado em Educação Musical do Ensino Básico. Possui o 8º Grau de Trompete pelo Conservatório Nacional de Coimbra. Actuou com a Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, a Orquestra de Câmara de Coimbra e a Orquestra de Espinho tocando a solo o concerto para 2 trompetes de Vivaldi. Solista em várias bandas filarmónicas Portuguesas.
Amadeu Oliveira
Licenciado em Piano pelo Conservatório Superior de Música de Badajoz, apresentou-se em concerto a solo, com orquestra bem como acompanhando outros artistas em Portugal, Espanha, Brasil, Inglaterra, França e Alemanha. Actualmente reparte a sua actividade concertística e pedagógica entre Espanha e França.

CONVITE / iNVITACIÓN

INVITACIÓN
Concierto de Año Nuevo
Recital de Canto y Piano
(Música clásica, dúos, canciones argentinas y villancicos)

Ana Clara Vera (soprano)
Ma. Asunción Caballero (contralto)
Álvaro Rubén García (piano)

Sábado 3 de Enero de 2009 18:30 hs.
Teleclub - Centro Social
Renedo de la Vega - Palencia
¡¡ Los esperamos y muy Feliz Año Nuevo para todos !!
Organiza: Ayuntamiento de Renedo de la Vega
Colabora: Asociación Musical Amigos de los Clásicos

Música para Bodas
Teléfono: 699 707 264
Web: www.claracanta.com
Web-Blog: www.anaclaracanta.weebly.com

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

Ora aí está! Já cá canta! Ou há-de cantar assim que fizermos a escritura de constituição!
Pois é, meus amigos! Já temos associação cultural em Campo Maior.
O nome é uma variação, não fora eu músico, do nome latino de Campo Maior, "Ad Septem Aras", qualquer coisa como "Até ao sétimo campo" . Como a associação está inteiramente dedicada à CULTURA, à ARTE, e esta em latim é ARS, ficou este nome, Ad Septem Ars, que traduzido para o português significa,"Até à séptima arte". Espero que gostem! Foi uma ideia do Fernando Antunes! O seu a seu dono!
Também iremos realizar a nossa 1ª actividade. É logo, "loguinho" no príncipio de Janeiro de 2009. Lá para o dia 11, por volta das 15.oo horas, na Igreja do Convento. É uma forma de homenagear as nossas "Irmãs Concepcionistas". Bem o merecem!
Obrigado Irmãs por nos abrirem as portas da vossa casa. Bem hajam! Os artistas, e que artistas, são amigos meus que me (nos) fazem o favor de participarem neste concerto de apresentação da associação. São eles:
  • Jacinta Almeida - Soprano e Amadeu d'Oliveira - Piano
  • Duo de Acordeões: António e Duarte Graça

Espero que os campomaiorenses compareçam em peso. Isto é por e para todos vós e nós.

Até dia 11 de Janeiro de 2009.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Recital de Canto y Piano en memoria de D. Jesús Urién

Agradecemos desde ya la difusión de ésta información y quedan todos uds. invitados.

En el Real Monasterio de Santa Clara de Carrión de los Condes, desde el día 30 de noviembre y hasta el 11 de enero de 2009, se llevará a cabo la Exposición "El Belén, sus personajes y sus símbolos", que anualmente organizan las hermanas clarisas en el Museo, con Belenes de todas partes del mundo. El horario para visitar la exposición, es de 11:00 a 13:00 y de 17:00 a 19:30 todos los días (lunes cerrado).

Durante el mes de diciembre, también se han organizado varias actividades culturales y encuentros de hermandad, que mencionamos a continuación: Domingo 14 Diciembre - 18:30 hs. Recital de Canto y Piano en memoria de D. Jesús Urién (+2006) Rector del Santuario del Brezo. Soprano: Ana Clara Vera - Piano: Álvaro Rubén García.
19:30 Rezo de VísperasSábado 20 Diciembre - 18:30 hs. Concierto de Villancicos y lectura de poesías a cargo de las cinco comunidades religiosas de la ciudad de Carrión: Carmelitas Descalzas, Hijas de la Caridad, Agustinas, Filipenses y Clarisas.Intervención de D. Angel Ignacio Lafuente Zorrilla, presidente del instituto de Técnicas verbales y locutor y presentador de TV. 19:30 hs. Rezo de VísperasViernes 26 Diciembre - 17:00 hs. Oración por la Paz y las Familias, bajo el lema del "Espíritu de Asís". Presidida por el Vicario de la Diócesis D. Antonio Gómez Cantero.
Los esperamos, muchas gracias!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mais um projecto!

Pois é! Já me meti em mais uma alhada! Ou como me disse o meu pai: "Já te meteste numa camisa de onze varas!"
E o que vou eu fazer? Sim, o que posso eu fazer?
Acho que ser músico, com todos os defeitos e virtudes que tenha, é muito mais que só pensar e idealizar uma carreira musical. Penso que todos, mais uns do que outros, temos a "obrigação", ainda que relativa, pois os músicos também têm necessidades como os demais seres humanos, repito, temos a obrigação de dar algo mais que música, por muito boa e bem feita que esteja.
Tenho alguns sonhos, diria ideias, que desejo realizar. São sonhos/ideias concretizáveis, mas não sozinho, claro está.
Já começámos a conversar. Que passo de gigante foi este! Sentar pessoas, algumas até antagónicas politicamente, à mesma mesa ... É obra! Não tenho só eu os louros. Também os tem o Zé Manuel, pois claro. Numa coisa concordámos: é urgente e necessário criar alguma coisa que mexa com as pessoas e as eduque culturalmente. Tem que haver uns e umas carolas a darem a cara e, porque não, o "corpinho" por uma ideia e transformá-la num projecto.
Obrigado aos que estiveram presentes, (hoje não nomeio ninguém - talvez para a próxima semana já os possa identificar), na primeira reunião da futura Associação Cultural! Campo Maior e a Cultura merecem o esforço e o sacrifício.

sábado, 18 de outubro de 2008

Recital

A pianista Maria do Céu Camposinhos vai realizar um recital de piano, tocando obras de:

Mendelssohn, A. J. Fernandes, Scriabin e Chopin

26 de Outubro de 2008, pelas 18 horas

Biblioteca Municipal de Fafe

Entrada Livre

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Avaliação de Professores II

Entreguei a minha ficha com os meus "objectivos individuais?". Pronto! Já está!
Mas continuo sem entender nada do que se me pede. Qual será a finalidade de tudo isto?
E para aberração final, aulas assistidas! Não que tenha receio de que alguém veja o que faça, mas já fiz estágio com aulas assistidas e parece-me que não me saí mal de todo ao longo destes anos todos.
Tenho-me perguntado, porque é que fui em anos que já lá vão, (não muitos), sòzinho, nos sábados de manhã para a minha escola, ensaiar os meus alunos, quando podia e devia ter ido passear com os meus filhos? O que é que eu ganhei? Nada, mesmo nada.
Quando deixei a minha família em casa e fui com os meus alunos, em fins de semana a representar a escola em festivais, o que é que eu ganhei? Nada, mesmo nada.
Sinto-me traído por quem deveria e tinha a obrigação política e moral de me (nos) defender e apoiar.
Sinto-me traído e enganado, ainda que não tenha votado, nesta gente ...
Só me resta começar a fazer as contas para a reforma ... E mesmo que perca dinheiro ... Adiós!!!!!!!!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Avaliação de Professores

Apesar de eu ser professor do 2º Ciclo, não tinha muita vontade de me meter nesta conversa, mas ... estou farto ... cansado ...

Ando irritado, pronto! Estou saturado de papéis e mais papéis para coisa nenhuma. Ainda ninguém da classe política me convenceu que isto da Avaliação de Professores sirva os interesses de quem quer que seja, pelo menos os interesses da Escola Pública, da aprendizagem, do rigor, da disciplina, afinal aquilo que faz falta aos nossos alunos e, porque não dizê-lo, aos nossos filhos. Sim! Porque os professores também são pais e educadores e, mesmo que não acreditem, procuraram e procuram sempre o melhor para os seus "meninos".

Mas voltando à vaca fria.

O que é que se pretende com esta avaliação? Que os professores mais velhos se reformem e assim contratar professores mais novos e com menos tempo de serviço para lhes pagar menos? Se é isso, estamos conversados. E por mais que a "ministra", que de ministra só tem o nome, tente explicar as grandes vantagens e benefícios desta avaliação, eu continuo à busca desses benefícios.

E já agora mais uma questão. Se somos todos iguais perante a lei, então porque não aplicar a todos os funcionários do Estado, incluídos ministros e outros que estão escondidos lá no governo, esta mesma avaliação e dividir todas as categorias em duas:
  1. A de Titular.
  2. E os outros.

Bem, lá andariam os médicos, os militares, os juízes a "brigarem" uns com os outros e, principalmente com o governo.

E como seria com os ministros e os deputados? Ministro Titular? Deputado Titular? Secretário de Estado Titular?

Quanto aos deputados, a gente já sabe que há os titulares e os outros, que ninguém sabe ao certo para que estão lá na Assembleia, a não ser para ganharem uns "cobres" e tratarem da reforma. Boa reforma, diga-se.

Por hoje chega. Prometo que voltarei à carga.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Início de um projecto

Claro que é musical!

Iniciei-o aqui na minha escola. Vamos lá a ver no que é que isto dá. Espero, e desejo, que seja o princípio do coro e orquestra Orff de Campo Maior.
Está aberto a todos os alunos, a partir do 4º ano do Básico até à Secundária.
Os ensaios são nas 4ªs. feiras das 15 h às 16h e 30m. É pouco tempo, mas é o que há. Assim haja vontade de participar.
O que posso prometer é trabalho e mais trabalho, musical.
Tenho a colaboração, que agradeço, da Banda 1º de Dezembro cá do burgo. Obrigado!

Trabalhos compositivos e Vox Laci

Já há algum tempo em que não escrevo no meu blogue - eu escrevo à portuguesa, ainda! A culpa, como sempre é dos outros, ou seja, dos meus "trabalhos compositivos" e alguma, diria que bastante, preguiça!
A respeito dos meus últimos trabalhos compositivos, ou das minhas composições se preferirem, terminei um ciclo de três canções dedicadas ao nosso ilustre e grandessíssimo poeta, Luís Vaz de Camões: "Descalça vai para a fonte", "Perdigão perdeu a pena" e "Verdes são os campos".
Realmente, é caso para dizer: quem sabe, sabe. O "Luisinho" sabia mesmo aquilo que fazia. Adorei relê-lo. Já lá iam uns anitos, mais de trinta, que não olhava para os poemas do "Luisinho". Como se diz agora, "um espectáculo!"
Recebi hoje um "mail" que passo a transcrever pela importância do seu conteúdo, assinado pelo maestro Myguel Santos e Castro, director do Coro de S. Domingos de Rana. Não poderia estar mais de acordo. Aqui vai. Acho que alguém o poderia fazer chegar à ministra e seus pares. Só lhe fazia bem. Pode ser que se iluminem e isto vá para a frente, como o desejam todos os professores.

Vox Laci ...a voz do lago
Coro de S.Domingos de Rana
Assunto: #32 Palavra de Maestro "Não há segredos: trabalho!"


Em todos os grupos, turmas de escola, equipas no desporto, famílias, coros, locais de trabalho existem sempre dois grupos. Por mais coeso e forte seja um grupo, existem sempre dois grupos: um encontra-se à frente do outro, mesmo que a diferença seja mínima. Dentro desses grupos as pessoas vão mudando de um grupo para o outro. Normalmente no grupo A são pessoas que se sentem totalmente integradas no meio social e função que desempenham; no grupo B pessoas que entraram há menos tempo que no grupo A e que necessitam de tempo para ganharem o seu espaço. Também podemos ter no grupo B pessoas que já tiveram tempo para estar no grupo A mas, por razões que devem ser analisadas individualmente, ainda não fizeram o tal “clique”.
Há só um Ronaldo, Bill Gates, Belmiro,Dudamel, Marcelo. Chamo-os de lebres, pois estão sempre na frente, difícil de acompanhar o seu ritmo e capacidades. São pessoas que não só se destacam no meio onde estão inseridos pelo trabalho desenvolvido como o resultado do seu trabalho é extrapolado para além fronteiras. Porquê que se destacam? Não há segredos. Trabalharam muito e não param de querer evoluir, não se contentam com o que já atingiram, estão constantemente a querer mais e melhor.Também não é segredo: continuam a trabalhar.
Num coro também há lebres. O ideal seria que todos os quatro naipes tivessem lebres, ou seja, coristas que puxam pelos seus colegas. Há que aceitar com naturalidade estas lebres, sem contornar o óbvio. A selecção portuguesa é a mesma sem Deco? Se numa determinada altura um aluno não é a lebre, mas tem como objectivo ser, quando alcança esse “estatuto” pode escolher uma de duas vias: fica contente por ser lebre e trabalha para se manter assim; fica aborrecido pois está à frente e tem que “puxar” os que estão atrás. Talvez seja altura de mudar de grupo ou talvez seja tempo para esperar pelo grupo que vem atrás. Talvez apenas pense que é uma lebre, mas não o é.
O trabalho de um professor, um maestro de um coro, é estar atento e criar métodos de trabalho de encorajamento para quem está à frente e quem não está. Um grupo faz-se com quem está ainda atrás e quer chegar à frente com o grupo. Uma lebre não é grupo, é uma lebre só.
Ficamos abismados com os 20´s dos melhores alunos, os impérios económicos de alguns, os salários milionários de poucos, a perfeição de execução de obras sejam com coros amadores ou profissionais e poderemos ser induzidos a pensar que são dotados e que já nasceram assim. Não é verdade! Tal como não é segredo que quem não joga, nunca ganhará o Euromilhões, também nos coros não há segredos: trabalho!

Com os melhores cumprimentos.o maestro,
Myguel Santos e Castro
http://www.voxlaci.com/

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Apontamentos Musicais


algum tempo que ando um pouco arredado da escrita no meu blog, uma vez por trabalho outra por preguiça. Sim! Que isto de ser músico também tem algo a ver com a preguiça. Basta ver a escrita musical para perceber que os músicos estão sempre a tentar escrever o menos possível. É piada, pois a quantidade de horas e anos de estudo que todos tivemos que fazer não tem comparação com outra profissão. Talvez a Medicina se lhe compare.


Bem, voltando "à vaca fria". Sim, também tenho uma costela, ou mais, do norte, mais concretamente de Veira do Minho.


Vou deixar aqui os meus apontamentos sobre a "Gala Lírica" realizada pelos meus queridos amigos Amadeu d'Oliveira Pinho e Jacinta Almeida, para quem tem interesse nestas coisas do Canto e da Música chamada Clássica.



" APONTAMENTOS MUSICAIS

Sábado, 19 de Julho de 2008 – Gala Lírica – Auditório de S. Mateus (Elvas)
Sim! Gala Lírica! (Em bom “alentejanês” até me apetece escrever: “Sim, porra! Gala Lírica!) (Perdoem-me lá o vernáculo.)
De vez em quando, lá vão acontecendo umas “coisitas”, (poucas, muito poucas mesmo), muito interessantes que me fazem deslocar a Elvas. Foi o caso desta “Gala Lírica”, que eu sabia de antemão, que iria escutar música de verdade, música como arte e não como comércio e, como dizem lá os do meio, “indústria”.
Esta gala, foi o culminar de uma semana intensa de trabalho, tanto por parte dos alunos como dos professores. E, digo professores, porque sempre se necessitam dois professores para este tipo de actividades, um de canto e outro de instrumento acompanhante, que no caso presente é um pianista e professor de piano.
Este Curso Internacional de Canto, que já vai na sua sexta edição, contou com alunos vindos de toda a Espanha e Portugal. É da responsabilidade e organização da “Academia de Canto y Piano Papagueno” e da ”Papagueno Producciones”. Os directores desta Instituição são o pianista Amadeu Oliveira e a Soprano Jacinta Almeida, ambos residentes em Elvas há já alguns anos.
Sobre o maestro e tenor* Ricardo Visus, tem sempre feito ao longo das seis edições um trabalho excelente com os seus alunos. Tenho que felicitá-lo pela maestria com que leva os seus alunos a darem sempre um pouco mais.
Tive a oportunidade de conversar com alguns alunos que me confirmaram o bem fazer deste grande tenor, pois houve alunos que ao fim de uns dias conseguiram subir três tons, o que é muito em tão pouco tempo. E isto graças ao trabalho notável do maestro.
Quanto aos alunos, para mim foram uma grata surpresa. Todos eles revelaram boa técnica vocal e uma muito boa dicção. Com isto não quero dizer que já não necessitam de trabalhar, de estudar, é precisamente ao contrário, cada vez precisam de estudar e trabalhar muito mais. Gostei de todos eles, da sua forma de estar em palco e pela sua maneira de cantar. Houve nesta actuação, um bom lote de CANTORES com uma variedade de vozes muito interessante, desde duas soprano, uma mezzo-soprano, um tenor (ainda que ele diga que é barítono), um barítono e um barítono-baixo, todos com uma qualidade vocal muito boa.
Queria deixar uma palavra de apreço e de incentivo aos mais jovens, por serem os mais novos, a mezzo-soprano Carolina Gilabert e o tenor(!) Pablo Gálvez, 21 anitos somente, vejo-os com um futuro muito promissor.
Os outros cantores Marco Moura e Leocadio Moya, gostei imenso dos seus timbres, apesar de serem vozes masculinas graves, barítono um e baixo-barítono outro, não são vozes pesadas e carregadas, pois têm facilidade na articulação e fraseio musical.
Por último e não as últimas, as duas senhoras soprano. Uma já conheço, pois trabalho frequentemente para e com ela, teve uma noite deslumbrante. Cantou muito bem, enfim, é o seu normal. Tenho a certeza que a soprano Jacinta Almeida, que é a ela que me estou a referir, não sabe cantar mal. Mas eu sou suspeito, pois sou muito amigo dela e da sua família.
A soprano Carmen Checa, com apelido de compositor de zarzuela, pareceu-me algo nervosa na sua primeira intervenção, talvez por ser ela a iniciar a gala. Nas suas outras actuações, serenou melhorando a sua prestação à medida que ia cantando.
O repertório apresentado abarcou Árias de Ópera de compositores importantes, Monteverdi, Gluck, Mozart, Donizetti, Puccini e Verdi, uma ária de uma Zarzuela de Tórroba e uma canção portuguesa de F. Lacerda. Houve solos, dois duos, um trio e um coro com todos os cantores.
Para terminar a gala, o maestro Ricardo Visus obsequiou-nos com uma actuação sua, cantando um “gospel” em inglês, acompanhado pelos seus alunos como coro.
Antes de finalizar, quero referir o excelente trabalho do pianista Amadeu Oliveira, acompanhando com sabedoria e musicalidade todos os intervenientes, acoplando-se à maneira de cantar de cada aluno, tendo tocado em 16 obras que foram preparadas numa semana.
Espero, como músico, compositor e director de orquestra e amante destas actividades musicais, que para o próximo ano o público compareça e se cada um dos que estiveram na Gala levarem um … encheremos o auditório.
* Ricardo Visus, natural de Carcastillo, Navarra – Espanha, estudou em diversos conservatórios com excelentes professores de canto, repertório e arte dramático, foi dirigido por grandes maestros como Carlos Chavéz, Igor Markevich, Odón Alonso, Lopez Cobos, Ros Marbá, I. Calderón, ganhou a medalha de ouro no Concurso Internacional G. B. Viotti em Vercelli, Italia, em 1962 entre mais de cem participantes de vinte e dois países, foi solista de ópera e oratório, deu recitais em Espanha, Itália, Argentina, Brasil, Estados Unidos, etc., e, durante 24 anos foi professor de canto e director de ópera na Universidade de Mooread em Minessota – Estados Unidos, cinco vezes júri no Metropolitan Opera. Tem várias gravações discográficas e deu aulas magistrais nos Estados Unidos, Espanha e Argentina. Actualmente está retirado, dedicando-se de quando em vez a realizar e promocionar o canto através destes cursos. É professor do Curso Internacional de Canto em Olivenza (Badajoz), desde a sua fundação no ano de 2003.

Por Vasco M. N. Pereira
(Compositor e Director de Orquestra) "