sábado, 29 de maio de 2010

2º Festival de Escolas do Alentejo

Hoje, dia 29 de Maio, participámos, eu e o meu Ensemble de Flautas de Bísel, no 2º Festival de Escolas do Alentejo. Foi uma organização da DREA. E fico-me por aqui quanto à organização do evento. Só um reparo: demasiado longo. O resto fica para mim.
As condições acústicas (?) más, mas muitíssimo más. Péssimas! Eu que estive no palco, não ouvia as flautas. Tive que adivinhar, é esta a palavra exacta, o que estavam a tocar e a tentar, pois foi isso o que consegui fazer, repito, tentar que os meus flautistas tocassem todos "A Tempo" e ao mesmo tempo.
Acho que a maioría dos professores raramente ou nunca fez música de câmara. O que lamento. Pela forma como foram apresentadas a grande parte das obras... Fiquei com a sensação rara de que andam a ver televisão a mais! Muito "playback" parcial e imitações baratas de certos programas televisivos. E isto é inadmissível num evento como este. Ou pelo menos deveria ser.
Pelos anos que levo de ensino, pelo que já fiz, pelo que tenho feito e continuo a fazer em prol da Música e da Cultura, vou deixar aqui o meu apelo e alguns conselhos a todos os professores de Educação Musical:
Mais trabalho de casa, não gravações, mas sim escrita de partituras, arranjos, etc.
Mais estudo musical - ler partituras de compositores consagrados, (Mozart, JSBach, Beethoven, os polifonistas de quinhentos e de seiscentos, etc.), estudar harmonia, contraponto, história da música e da cultura, etc.
Tentem cantar num coro de verdade, que faça do Canto Gregoriano e da polifonia dos séculos XV, XVI e seguintes, o seu fundamento cultural, nunca descuidando a nossa música tradicional brilhantemente harmonizada por grandes compositores portugueses como Lopes Graça.
Façam menos playback's e mais música ao vivo.
Escutar mais música séria, culta ou clássica ou lá como lhe queiram chamar e de preferência ao vivo.
Ensinar é exigir. A começar por nós próprios. Há que ser exigente com o que se faz e se ensina! A Escola é, deveria ser, uma Escola Cultural e não uma Escola para fazer 4 "tontices", perdoem-me a expressão.
Apesar do nível escolar, 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico, todos os professores têm a obrigação de se exigir e exigir mais a alunos e até a colegas da escola.
Como dizia um antigo professor meu, "só se pode ensinar o que se sabe, nunca o que não se sabe". Que grande verdade!
Conclusão.
Num país sem cultura musical, ainda que com grandes nomes, com escolinhas, academiasinhas e conservatóriozecos de música, que de MÚSICA quase não se fala nem se trabalha, o que é que se pode esperar?
O nosso ensino está mesmo muito doente, mas o da música está moribundo! E isto dói-me! E entristece-me! Muuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Coro 2

Mais alguma informação mais detalhada do meu último comentário.
Estou a colaborar com a Academia Sénior de Campo Maior para a organização do grupo coral. Estamos a ensaiar nas instalações da CURPI onde está instalada a Academia.
Estamos, eu pelo menos estou, muito inclinado para a música tradicional portuguesa, nunca descartando uma abordagem à polifonia do século XV a XVIII, passando pela música contemporânea. Mas para isso ainda é cedo.
Para quem gosta de cantar e saiba fazê-lo, estamos todas as 2ªs-feiras, a partir das 17h e 30m, mais coisa menos coisa,(desde que o meu trabalho escolar mo permita).

Um abraço.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Coro

Boas!
Já há muito tempo que não dava notícias! Única e exclusivamente por trabalho e problemas de saúde com familiares.
Escrevo para deixar algumas pistas do que estou fazendo:
Um Coro. E já vai soando a coro! Estamos quase lá! Tem dado trabalho, mas tem valido a pena. Já começámos a cantar a 2 e 3 vozes! E tem entrado mais gente! Isto promete!
O meu Ensemble de Flautas de Bísel vai participar no 2º Festival de Escolas que se realiza em Elvas, no dia 29 deste mês.
A minha Cameratta já tem nome, a CAMERATTA IBÉRICA. Estamos em ensaios e com vontade de alargar o leque instrumental. Eu estou a pensar nisso. O compositor italiano Claudio Fanton escreveu-nos uma obra. Estiva a estudá-le e é excepcional! Ainda não temos data de estreia.
Musiquei uns poemas de Glória de Sant'Anna para a Cameratta Ibérica!
Até à próxima!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Blogue de Luís Silveirinha

Aqui deixo um blogue de um campomaiorense muito interessante:

http://luissilveirinha.blogspot.com/

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Luís Silveirinha em "In-between_projects"

Galeria Reflexus Arte Contemporânea
In-between_projects

Luís Silveirinha
"Desenhos"

Inaugura
Sexta, 26 de Fevereiro ás 18:30h

A exposição "desenho" do artista Luís Silveirinha, integra a série In-between_projects na galeria Reflexus, que consistem em programas de curta duração com o intuito de promover e dinamizar o quarteirão da Miguel Bombarda. Esta mostra de trabalho estará patente apenas Sexta e Sábado, 26 e 27 de Fevereiro 2010.
À mesma hora e no mesmo quarteirão da Rua Miguel Bombarda a livraria Inc. livros e edições de autor lança o livro da artista Catarina Botelho.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

História Real dos Músicos de Verdade - Epílogo

Caríssimo amigo João Paulo
Pois é! Eu suei as "estopinhas" para me darem equivalência aos meus estudos realizados em Espanha. Mas como sei o que custa estudar e trabalhar ao mesmo tempo, porque também o fiz, renovo as minhas felicitações. Força amigo!
Um abraço.
Aos "idiotas" ofensivos
Por isso mesmo, por serem ofensivos e por não terem entendido patavina do que escrevi, decidi rejeitar qualquer crítica. Se quiserem dizer mal, que não me chateia mesmo nada, deiam a cara!
Críticas sim! Ofensas não! Para estes, umas perguntas: o que é que têm feito pelos outros e pela vossa terra? Qual o vosso currículum para vos permitir serem ofensivos com quem trabalhou e trabalha em prol da MÚSICA e da CULTURA?
É pelo vosso brilhante currículum e trabalho em prol de Campo Maior, que esta vila tem concertos, exposições, teatro, cinema, etc., etc., etc.?
Ao Ulisses
Meu caro, mas quem é que trabalha de graça? Como diz um amigo meu pintor e escultor espanhol*, "porque é que têm os músicos de trabalhar gratuitamente? Acaso viverão do ar? Cair-lhe-ão as "coisas" do céu?
* Não o identifico por não ter a sua autorização.
Até breve.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

2 Actividades minhas

Inicei um CORO com os e as participantes na Universidade Sénior de Campo Maior! Para quem gosta de cantar, ainda estamos em fase de aprendizagem, estamos na CURPI todas as 2ª FEIRAS A PARTIR DAS 17H e 30m.

Estou a formar um grupo de Música de Câmara, com músicos profissionais do distrito de Portalegre! Vai ser um grupo dedicado à Música sinfónica e contemporânea!

Se nos quiserem contratar, podem contactar-me!

História Real dos Músicos de Verdade IV

Caríssimo amigo João Paulo
Pois é! Eu também só quero "deitar lenha para a fogueira"! É salutar a troca de ideias e é esse o meu objectivo. Se estou certo ou errado, é secundário. O que importa aqui, e refito-me ao artigo que transcrevi e que concordo plenamente com ele, tem a ver com aqueles que só pensam no dinheiro que vão ganhar com o concerto ou com a venda dos Cd's.
Voltando ao meu currículum.
Eu próprio andei pelo Rock, pelos Blues, pelo Jazz, pelo Fado, etc., (e este "etc." é muito vasto), toquei de ouvido, "tirei músicas pelos velhinhos gira-discos, portanto nunca poderei ser anti qualquer coisa musical, "tá"? Se tivesse que tocar ou dirigir música comercial, desde que eu goste, não tenho quaisquer problemas. Da mesma maneira que não tenho qualquer problema em usar música tradicional portuguesa na minha música!
Mas eu não sou o problema. O problema é que a MÚSICA tem de transmitir, tocar e ser "trabalhada" tal e qual como um livro, um quadro ou uma escultura! Quantas melodias lindíssimas existem e que de tão mal executadas e harmonizadas que estão, são para deitar fora? Nem imaginas! E algumas até vendem milhões!
A música não é só a que ouvimos na rádio ou na televisão! Não existe música só para discoteca ou para acompanhar uma letra. Há outras músicas que só as conseguimos ouvir depois de as estudarmos e entendermos o seu código escrito, ou não tendo conhecimento desse código escrito, ouvi-la todas as vezes necessárias até a entender. A música para mim, tem de ser escutada e entendida, compreendida. Por isso, pela falta de entendimento da música, a música chamada clássica é tão difícil de ser compreendida.
Houve aí um, vou chamar-lhe "idiota" porque foi ofensivo para mim, que pensa que eu componho para vender ou outra coisa qualquer. Eu só faço música para me divertir, para tentar inovar, tentar fazer história e para ser tocada ao vivo, pois cada apresentação terá que ter uma interpretação distinta da anterior! Isso das vendas dos Cd's passa-me ao lado.
Não estou de acordo contigo quanto à falta de dom para se ser técnico de informática. Eu jamais o conseguiria ser!
Agardeço-te as tuas felicitações, mas é só um mero curriculum, que fui mais ou menos "obrigado" a fazer, embora com muito esforço, trabalhoe dedicação.
Felicito-te pelo teu empenho em adquirires um novo grau académico. Força ENGENHEIRO, que não é nada fácil estudar e trabalhar!
Um abraço.

História Real dos Músicos de Verdade III

Caríssimo João Paulo

Só dois comentários e uma pergunta.
  1. É preciso ser-se músico de verdade para entender o meu ponto de vista!
  2. Por tanta gente opinar sem saber do que fala é que a Educação está como está!
  3. E se eu decidisse que agora seria um Técnico Informático? Parecer-te-ia bem? Eu até trabalho diariamente com computadores! ... E não tenho qualquer curso de informática!

Um abraço.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

História Real dos Músicos de Verdade II

Aos escondidos
Ou vocês dão a cara ou nunca mais vos contesto!
Isto é muito simples de entender. Deixo-vos aqui o meu exemplo.
Eu próprio, que só estudei, mais coisa menos coisa, em redor de uns simples vinte (20) anîtos nos conservatórios e outros estabelecimentos similiares e masterclasses: 6 anos de solfejo, 10 de piano, 4 de canto, 4 de harmonia, 2 de contraponto, 1 de fuga, 2 de coro, 2 de música de câmara, 3 de história da música,da cultura e estética, 4 de composição e intrumentação, 3 de direcção de orquestra, 2 de improvisação e transporte e 3 de canto gregoriano. É claro que os seis anos de piano foram em simultâneo com o piano, coro e 2 de harmonia. Para estudar direcção de orquestra e canto gregoriano só o pude fazer depois de acabar os 4 anos de composição que eu fiz em 3 anos.
Agora não me venham dizer que só porque alguns sabem fazer uns acordes na guitarra e até conseguem inventar uma melodia somos iguais. Porque o que se trata aqui é de viver para a música e não da música, de arte e não de negócio puro, ainda que para tocarmos bem tenhamos que ser pagos.
Imaginem que chega alguém e vos pede um comprimido para a dor de cabeça. Isto faz de vocês médicos? NÂO! Nem enfermeiros!
O facto de eu escrever para os jornais e aqui, não faz de mim um jornalista ou escritor. Perguntem ao senhor Mário Crespo porque é que ele disse que "editei um livro de crónicas" e não "escrevi um livro"?
Se eu pintar um quadro, fará de mim um pintor? Ou escrever um livro fará de mim um escritor? Creio que não.
Porque isto de se dedicar à música seriamente tem que se lhe diga. Não basta sentar-se ao piano, ou abrir a boca e cantar. Como dirigir uma orquestra não basta mexer os braços. Há regras e leis musicais e gestuais. E tudo isto leva anos a estudar-se e a aprender.
A música é uma linguagem que tem a sua própria gramática e sintaxe, que usa símbolos próprios, tal como a matemática, a linguagem verbal ou visual.
Porque isto de inventar uma melodia até é fácil, pois o meu pai que tem 87 anos inventou uma e não sabe nada de música e não é nem nunca foi músico.
Agora há o outro lado da moeda. Os que não sabendo música vivem dela e gravam discos ou Cd's ou lá como se chamam essas coisas. Para esses, e são tão importantes e válidos na sociedade, os americanos têm uma expressão calificativa muito boa, "entertainer". Os outros, são "músicos".
Para terminar, deixo-vos esta pergunta (que só responderei se derem a cara) e um conselho.
Pergunta - Quem é o verdadeiro artista, o escultor que cria uma escultura em ferro ou o ferreiro que molda o ferro criando uma escultura?
Conselho - Este foi-me dado por um dos meus melhores professores e grande amigo, D. Carmelo Solis: Só falar do que se sabe!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

História real dos músicos de verdade - em espanhol

Eu não diria melhor! Esta historieta foi-me enviada por um músico dos de verdade. Está em espanhol, mas não a vou traduzir, pois entende-se perfeitamente bem. O autor não sei quem é, mas para o caso também não é importante. Aqui vai:

"Esta es la historia real de los músicos de verdad. Y no la de los vividores que con su bazofia pseudoartística están contaminando a nuestros jóvenes.

Queridos Rosario Flores, Tamara, Alejandro Sanz, David Demaría, Antonio Carmona, Chenoa, Ramoncín... y un largo etcétera de hipócritas autodenominados "músicos" vividores al amparo de la SGAE:

Lo que llamáis vosotros "piratería" y que se corresponde más bien a una especie de "contrabando de música", se da cuando una o varias personas se lucra personalmente, sin pagar derechos de autor ni impuestos, valiéndose del trabajo de otros.

Las personas que descargamos música de internet para escucharla en nuestro ordenador, en nuestro iPod o en nuestro coche no somos piratas, ni contrabandistas de nada. No nos lucramos con vuestro trabajo, aunque no paguemos la media de 18-21 euros que cuestan vuestros CDs de mierda con 10-13 canciones (salvo en recopilatorios). Lo que sí hacemos desde hace tiempo es pagar una de las conexiones de banda ancha más caras que hay en territorio occidental y el puñetero canon por cada CD virgen que compramos, lo usemos para grabar música o no.

Y ahora os voy a contar la vida de un músico de los de verdad:

"Érase una vez un chico llamado Pablo. El papá de Pablo era tenor profesional en un coro profesional, de modo que nació en un ambiente muy musical. A los cinco años empezó a estudiar solfeo con su padre. Como el papá de Pablo vio que tenía maña con el solfeo, lo matriculó en el Conservatorio Profesional de Música a los siete años. El instrumento que eligió Pablo fue el piano.

La carrera de piano, desde el grado elemental hasta la finalización del grado superior, dura una media de quince años.

Quince años de compaginar la educación primaria, y posteriormente la secundaria, con las clases en el conservatorio. Quince años de salir de un centro de estudios para meterse en otro. Quince años de terminar de hacer los deberes y estudiar para los exámenes a medianoche. Quince años de acostumbrarse a dormir seis horas. Quince años de tocar el piano de dos a tres horas cada día. Quince años de tener que renunciar a salidas a la discoteca, excursiones al campo o noches de parranda por tener el doble de responsabilidades que un chaval normal. Quince años de muchos fines de semana en casa preparándose las obras, estudiándose las partituras. Quince años de trabajo intenso, entrega, compromiso, dedicación y sacrificio.

Con todo eso, Pablo obtuvo el graduado superior de piano a los veintitrés años. Ya había estado dando recitales en escuelas, talleres de piano, casas culturales de pueblos de su región, etc. Los periódicos locales hablaban maravillas de su virtuosismo. Y comenzaron a pagarle por sus clases en los cursos de verano y por sus conciertos de música en auditorios un poco más importantes. Y reunió el dinero suficiente para irse al Real Conservatorio de la Haya durante un año a estudiar con los mejores. Porque en este desgraciado país es lo que tiene que hacer un músico de los de verdad si quiere dedicarse a la música de la de verdad: salir fuera a buscar a los mejores.

Volvió a los veintiocho años, después de un año yendo de masterclass en masterclass. Y gracias a su tesón y su talento, obtuvo contratos para actuar por Europa. Tardó otro año más en comenzar a dar conciertos en las grandes salas de música de Alemania, Francia, Italia... Y a los treinta años actuó por primera vez en Estados Unidos y Canadá.

Su esfuerzo constante, su trabajo diario, su formación, su entrega, su amor por la música, le llevó a ser uno de los más grandes. Y vivió de su piano durante toda su vida porque se tomó cada concierto de la misma manera que el primer recital que dio a los veinte años frente a su conservatorio."

Los Pablos que hay por el mundo, y son muchos, se indignan cuando salís vosotros, musicuchos de pacotilla, reclamando dinero por la música como algo vuestro. Los Pablos no se manifiestan con pancartas si no para reclamar fondos para sus conservatorios, becas para sus estudios, para que no sea necesario abandonar su país, su familia y amigos para poder granjearse un futuro profesional digno. Los Pablos que terminan viviendo de la música les importa un carajo si el CD en el que grabaron el Concierto nº 1 de Tchaikovsky cuesta en las tiendas un 50% menos de lo que vale la última mierda de El Canto del Loco.

Porque esos Pablos no viven de las ventas de los discos en donde graban las grandes obras de la historia de la música, de la música de la de verdad. Esos Pablos viven de los conciertos con que deleitan a los aficionados que pagan una entrada para sentirlos en directo.

No como vosotros, panda de necios. Menos quejarse y más currarse los directos. Mirad como no está entre vosotros Manolo García. Ni Fito. Ni los que en verdad se toman la música en serio.

Que os den a todos."

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Recital de Canto e Piano



É mais uma actividade da Ad Septem Ars, com o privilégio de poder contar com dois dos melhores intérpretes nacionais: JACINTA ALMEIDA e AMADEU D'OLIVEIRA PINHO.
Sem qualquer receio de exagerar, posso afirmar com 99,99...% de certeza que estaremos perante, ainda que isso seja sempre de difícil provação, a melhor das melhores Cantoras nacionais! Ele, o pianista ... Bem! É melhor dar lá uma saltada ao Centro Cultural no próximo Domingo, 10 de Janeiro de 2010 pelas 18.30 horas e, comprovar com os seus olhos e fundamentalmente ouvidos, escutar e desfrutar!
A entrada são 3€!
Deia-nos o prazer da sua companhia e vai ver que dará o tempo por bem empregue.
Quanto ao programa ... Acerque-se e vai ver que gostará!
Depois digam-me de vossa justiça. Cá fico à espera dos vosso comentários ao recital.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo!


Desejo a todos os meus amigos e amigas um FELIZ ANO DE 2010, principalmente com muita MÚSICA, sinal de Felicidade interior, porque sem Música a vida não tem sentido ... Nem rumo!
"A Música está para a vida como o sal para a comida".

sábado, 28 de novembro de 2009

Três apontamentos emocionados


1 - Ontem, dia 27 de Novembro, foi um dia grande para mim: ofereceram-me um livro de poesia com dedicatória e tudo!! Fiquei duplamente contente! Um, pelo livro ser da autoria de uma amigo, o Dr. Manuel Malheiro Dias, Ex-Cônsul-Geral de Portugal no Brasil, entre outros cargos que desempenhou. Um livro muito interessante, excepcionalmente muito bem escrito. Ainda não o li, mas já tinha lido algumas das poesias e memórias, pois também estão incluídas no livro, mas manuscritas, pois este meu ilustre amigo teve a gentileza de me oferecer todos os seus manuscritos e, em segundo lugar, fez-me a surpresa de editar no seu livro "Perplexidades, Preces e Memórias" a minha partitura sobre o seu poema "Alcance". Muito obrigado Dr. Malheiro Dias!




2 - Também ontem, recebi um artigo de opinião assinado por José Marmeleira, crítico de arte, saído no jornal "Público" de 23/11/09, elogiando o excelente trabalho (fotografia de cima - quadro a preto e branco) de um nosso conterrâneo, Luís Silveirinha. Parabéns Luís e continua!




3 - Deixei este para o fim por ser o que mais me custa escrever:




- Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Recebi com lágrimas (reais), um espólio do qual não sou digno. Eu acho que não mereço tal atenção e deferência. Os pais do meu saudoso amigo e aluno Edgar Guerreiro, D. Benvinda e Senhor Guerreiro, ofereceram-me todo o seu material musical, livros, CD's, partituras, um espólio muito importante que guardarei e utilizarei com muito, mas mesmo muito carinho e saudade. Do fundo do coração, um grandíssimo MUITO OBRIGADO à D. BENVINDA E AO ESPOSO, SENHOR GUERREIRO!


domingo, 22 de novembro de 2009

Ensemble de Flautas de Bísel de Campo Maior

Ontem dei o 1º recital com a minha mais recente criação instrumental: o "ENSEMBLE DE FLAUTAS DE BÍSEL DE CAMPO MAIOR". Está formado com jovens, muito jovens mesmo, com idades entre os 10 e os 13 anos. Alguns são meus alunos , outros já foram, mas reina uma grande amizade enter mim e eles, neste caso são elas, pois todos os "músicos são músicas"! Enfim! É o normal nos tempos que correm! Os rapazes querem ser Ronaldos ... O importante é que aí está uma nova formação musical dedicada fundamentalmente à Música Renascentista e Barroca. Penso que é o mais lógico.
Foi muito mais difícil que dirigir uma orquestra de profissionais. Tem que se estar atento a tudo e a transmitir-lhes tudo, muitas vezes até as notas e os ritmos. É, no fundo, uma boa escola de direcção orquestral, porque não chega só transmitir a interpretação. É, pelo menos para mim, muito mais exigente para o maestro.
Estamos pois, inteiramente à vossa disposição. É só pedir. Basta contactarem-me.

Para aqueles que não acreditam na Ad Septem Ars, é mais um projecto desta novel associação cultural, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Campo Maior e a Escola Secundária de Campo Maior.

Hoje, dia 22 de Novembro de 2009, dia de Santa Cecília - Padroeira dos Músicos e da Música, pelas 21h e 30m, vai a Ad Septem Ars oferecer mais um concerto à população de Campo Maior. São só 2 dos melhores acordeonistas portugueses e alentejanos!

domingo, 15 de novembro de 2009

Ad Septem Ars - Próximas Actividades

CONCERTO


Dedicado a Santa Cecília - Padroeira da Música


Ensemble de Flautas de Bísel

(1ª Audição Pública)

Sábado, 21 de Novembro de 2009


16.00 Horas


Auditório do Centro Cultural de Campo Maior

Direcção Musical:

Vasco M. N. Pereira


Programa



Dindirindin - Anónimo do séc. XVI

Minuet da “Petite Sonate “ - Wilton

Más vale trocar - Juan del Encina (1469 - 1530)

Pavanne “Belle qui tiens ma vie” - Thoinot Arbeau (1520 - 1595)

Lascia ch'io pianga - G. F. Haendel (16851759 )

Ani Kuni - Tradicional Índia Norte-Americana

The Sound of Silence - Paul Simon

Massachussetts - Barry, Maurice and Robin Gibb (Bee Gees)

3 Melodias Populares Portuguesas -Vasco M. N. Pereira (1956 - )

Papagaio Loiro - Eu fui ao Jardim Celeste - As Pombinhas da Cat'rina

▪▪▪

Flautas Soprano: Maria da Conceição, Joana Mourão, Catarina, Rita Duarte, Emília, Margarida Branca, Andreia Roque

Flautas Contralto: Ana Cristina, Rita Antunes, Inês, Marta, Margarida Bringela, Maria Joana, Ana Martins, Cláudia, Bárbara, Paula Roxana, Sara, Isabel

Flauta Tenor: Paula Carapeto, Margarida Murcela , Joana Martins

Flauta Transversal: Margarida Pereira

▪▪▪


Apoios:

Ad Septem Ars- Associação Cultural de Campo Maior


Agrupamento de Escolas de Campo Maior


Câmara Municipal de Campo Maior


Escola Secundária de Campo Maior

CONCERTO

Comemoração do Dia de Santa Cecília - Padroeira da Música

Duo de Acordeões

António e Duarte Graça

Domingo, 22 de Novembro de 2009

21.30 Horas

Auditório do Centro Cultural de Campo Maior

Organização: Ad Septem Ars Associação Cultural de Campo Maior

www.adseptemars.wwwpt.net adseptemars@gmail.com

Apoio: Câmara Municipal de Campo Maior

sábado, 17 de outubro de 2009

PALAVRAS PARA QUÊ? SÃO DOIS ARTISTAS PORTUGUESES!




Mesmo sendo tarde, vale sempre a pena deixar aqui as minhas impressões sobre dois fenómenos da Música Portuguesa.



Campo Maior, 5 de Outubro de 2009




Não é a todos os concertos, recitais ou apresentações públicas que me fazem sair do meu lugar e da minha casa em Campo Maior. Porquê? Porque sei antecipadamente que não acontecerá o factor surpresa e o factor inovação. E foi precisamente isto o que aconteceu ontem à noite dia quatro de Outubro, em Elvas, no Auditório S. Mateus: SURPRESA e INOVAÇÃO!


Muitas vezes pensa-se que fazer CULTURA é fazer concertos e mais concertos, exposições e sei lá que mais coisas, mas ... NÃO! Fazer CULTURA, (com maiúsculas!), não é encomendar uns concertezecos e já está! Não! Isso não é CULTURA! CULTURA tem a ver com ARTE e não com negócio! Não existe cultura sem arte. E arte tem a ver com a criação, mas também com a recriação! E recriar é tão, quiçás mais, difícil do que criar. Criar é fácil. Difícil é INOVAR! Desculpem-me este parêntesis.


E foi o que aconteceu ontem no VI Festival de Música de Câmara de Elvas: RECRIAÇÃO e INOVAÇÃO ou INOVAÇÃO e RECRIAÇÃO!


É difícil, embora possível, existirem neste nosso pequeno universo norte-alentejano, dois Artistas com “A” maiúsculo! Se calhar corro o risco de exagerar, mas não vislumbro outros a quem possa chamar de ARTISTAS, talvez artistas. Faço-me entender?


Voltando ao concerto, que posso eu escrever? Talvez ... Só me ocorre uma palavra: BRILHANTE! E apetecía-me estar a escrever esta palavra vezes sem conta.


Jacinta Almeida, nome artístico, é neste momento a melhor cantora lírica portuguesa! Ponto final parágrafo. E venha quem vier dizer o contrário, então, faça o que fez ontem esta grande senhora do “Bel Canto”: cantar música popular tradicional, ainda que harmonizada superiormente, música semi-erudita, música erudita contemporânea, Zarzuela e Árias de Ópera tudo no mesmo recital é, no mínimo, “OBRA”! Acho, sem medo de me enganar, que é daquelas raras cantoras que é capaz de se atraver a cantar Fado, música árabe ou outra raridade qualquer e bem. A sua versatilidade é tão invulgar como é refinada a sua técnica vocal e musical. Os seus pianíssimos, cada vez mais claros e seguros, os seus ritardandos e accelerandos, as suas suspensões com o tempo justo, a sua excelente dicção (coisa rara até em grandes cantores), sabendo tirar partido de toda a sua potência vocal, encantaram uma plateia muito bem composta. Parabéns, Jacinta Almeida!


Como não há cantora sem acompanhante, (e que acompanhante!), que posso eu escrever sobre o pianista? Excelente? Brilhante? Técnica fluída e segura, ciente do seu “métier”? Que para além de um grande pianista, um grande músico? Conhecedor profundo de toda a linguagem interpretativa musical? Sim, que isto de acompanhar um solista não é nada fácil! Há todo um trabalho anterior e escondido, de estudo das obras quer a nível de técnica pianística como de técnica interpretativa que se tem que realizar. É necessário ler muito, não só música, mas também História da Música. Não basta sentar-se ao piano e tocar. Há todo um trabalho de investigação que se tem que fazer.


Sem medo de me repetir, tenho a certeza absoluta de que o Amadeu é um dos melhores pianistas (acompanhantes ou solistas) que já ouvi e vi. Porque não se limita a acompanhar, mas sim a ajudar e a complementar a solista. Apesar de todo o seu virtuosismo, sabe recatar-se quando a música a isso o obriga. E isto não é para todos os pianistas nacionais ou internacionais. Fiquei deslumbrado e maravilhado com a forma de tocar Mozart. Já há muito que não ouvia um Mozart tão bem tocado. Como o nosso querido e saudoso amigo Estebán Sanchez estaria feliz! Parabéns, Amadeu Oliveira!


Este Recital teve o privilégio de contar com a presença e colaboração do excelentíssimo senhor professor doutor José Pedrosa Cardoso. Sim! Ainda que impere uma grande amizade entre os músicos e o professor, é sempre um grande privilégio e uma grande honra poder ouvir os seus excelentes comentários. Parece-me que ficámos todos um pouco mais ricos e, (porque não?), mais cultos. Obrigado Professor!


Só três reparos.


A sala tem uma acústica demasiado seca, o que dificultou e dificulta o trabalho dos músicos. Com uns pequenos arranjos acústicos é possível transformar para melhor a acústica deste bonito auditório.


O segundo reparo vai para o técnico das luzes. Quando há intervalo acenda as luzes da plateia, quanto mais não seja para as pessoas poderem cumprimentar-se. Isto acontece por falta de um director de palco.


Quanto à falta de juventude ... É o normal! Lá virão algum dia!


Termino, felicitando a cidade de Elvas por esta brilhante organização.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Aula de Música 1












Aula de Música











Vou iniciar uma abordagem aos conceitos musicais, tentando explicar toda a “mecânica” musical numa linguagem, espero eu, simples e clara.


I – O que é a Música?


A Música não são só sons e ritmos que nos fazem sonhar, dançar, cantar e, por vezes, até chorar. A Música é muito mais que isso. Tão pouco será aquela definição que se dá aos jovens alunos: “Música é a arte de exprimir sentimentos ou emoções”. E quando não exprime nada disto, o que será?

A Música é essencialmente movimento. O movimento gera tempo. E para haver tempo tem que existir acentuações. E as acentuações nascem das palavras, sem as quais não há movimento.
E do “movimento acentuado”, (a chamada “intonatio” - entoação), das palavras nasceu a MÚSICA. Assim, Música é um conjunto de acentuações sucessivas fortes e fracas. (1ª definição)
E não é outra coisa qualquer. Por mais voltas que lhe queiram dar, toda a música se resume ao alçar (levantar) e ao dar – ARSIS e THESIS. É como o andar. Ninguém é capaz de andar com os dois pés colados ao chão, pois não? Para se andar, é necessário que um pé se levante e, depois o outro, etc.
Toda a gente sabe que na linguagem verbal, aquela que utilizamos para nos comunicarmos uns com os outros, as palavras têm acentos. E estes são três: agudo (´), grave (`) e circunflexo (^).
E não há mais. Sei que há gente por aí que pensa que o til (~) é um acento. Nada de mais errado! Minhas senhoras e meus senhores: este símbolo é uma nasalação, que tem a ver com a pronúnciação e não com a acentuação. E se repararem bem, (e já agora se se decidirem por estudar um pouco de latim), verão que o símbolo tem a forma de um (N).

Voltando às acentuações.

Por isso é que a música NEUMÁTICA era representada por traços ou linhas, mais ou menos parecidas com as que estão ao lado ou nas imagens iniciais.


Representavam-se os sons desta maneira, dando aso a que cada um as interpretasse como entendesse e soubesse. Só muito mais tarde, lá para o século IX é que a escrita musical começou a tomar forma. Posteriormente, e já com o Canto Gregoriano em força, estabeleceu-se a escrita “quadrada”.
Se reparem bem, os três acentos ortográficos actuais lá continuam, ou já lá estavam antes de se lhes chamar assim.
Ainda hoje mantemos na nossa linguagem verbal e musical esta nomenclatura. Vejamos:
  • Acento Agudo – sons altos ou agudos

  • Acento Grave – sons baixos ou graves
  • Acento circunflexo – nem sons graves nem agudos, chamemos-lhes intermédios, sem uma acentuação definida.

Não é assim ainda hoje? Não acentuamos ou marcamos mais as palavras agudas e menos as graves? Em música é precisamente a mesma coisa.

Corro o risco de estar a ser demasiado simplista, mas se lêssemos um texto com a devida e rigorosa entoação das acentuações, sair-nos-ia uma lenga-lenga engraçada. Experimentem, então!

Resumindo: Música é uma sucessão de acentuações fortes (dar) e fracas (alçar).

Para evitar males maiores: as imagens são tiradas da internet, apesar de eu as ter nos livros. É mais fácil pô-las aqui, copiando da "net".

domingo, 30 de agosto de 2009

Respondendo ao Zé Camões

Já era hora, caro amigo, mas acho que tenho desculpa. Ou não?
O que é que eu posso dizer-te?
Um - Não concordo contigo! A ARTE deve fazer tudo menos entreter. Deve obrigar-nos a pensar, quer sejamos actores activos ou passivos. No caso daqueles, os actores activos como é o meu caso, temos o dever e a obrigação de inovar, surpreender os actores passivos levando-os a "viajar" pela criação que se pretende sempre nova, mesmo utilizando "materiais antigos". Não vejo, melhor, não oiço na indústria musical quaisquer indícios de inovação, ou mesmo uma nova forma de recriar. Hoje, independentes ou não, (ainda que eu não perceba a diferença entre uns e outros), soa-me tudo tão igual, com as mesmas estruturas musicais, melodias semelhantes, harmonias paupérrimas, que não merecem a minha audição sequer. E até podem soar muito bem e serem bonitas, mas ... Eu procuro a "BELEZA" das "coisas".
A ARTE. independentemente de eu gostar ou não, tem que chamar a atenção, despertar os sentidos para uma nova forma de ver a realidade, mas não desvirtuando-a ou desfocando-a, antes complementando e melhorando a nossa parca visibilidade da realidade.
Dois - Os meus conceitos de ARTE são muito distintos dos teus. Por vários motivos: idade, experiências de vida pessoal e profissional. Mas aceito sem qualquer prejuízo ou preconceito, os teus conceitos de ARTE, devido à tua experiência de vida e à tua idade. E estes são factores determinantes para termos uma visão completamente diferente de ARTE.
Um abraço.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Entre a Cultura e o Património

Caro amigo Zé Camões

Peço desculpa por não te ter respondido, mas ando numa azáfama de salvaguarda de património artístico musical do nosso querido Alentejo.
Propus-me fazer uma suite unicamente com temas alentejanos para os seguintes artistas: soprano, mezzo-soprano, piano, coro misto, coro masculino alentejano, 1 flauta. 1 oboé, 1 clarinete, 1 saxofone alto, 1 trompa, percussão, timbales, 2 violinos, 1 viola de arco, 1 violoncelo e 1 contrabaixo. É obra! E quero aproveitar agora que tenho tempo. Entendes?
mas uma vez que cá vens, podemos sempre conversar e beber um café, se tiveres de acordo.
quanto às questões que me levantaste, responderte-ei brevemente. Ando a meditar nelas. Já agora, estou a ler um livro muito interessante - Porque É a Música Clássica ainda Importante? - de Lawrence Kramer. da editorial Bizâncio.
Um abraço.