quarta-feira, 22 de julho de 2009

CULTURA E PATRIMÓNIO IV

Cá estou eu outra vez! Como tinha prometido, cá volto com este "assunto chato" da CULTURA E DO PATRIMÓNIO".

Hoje deixo aqui dois anúncios do pouco que se vai fazendo em Portugal por PORTUGUESES!

Tão pouco tecer algum comentário sobre o que exponho. Bem! Talvez um ... Palavras para quê? Para bom entendedor meia palavra basta!

É desta cultura e deste património que é nosso, pois estão aí alguns dos nossos grandes compositores da nossa história e, ainda por cima, ALENTEJANOS!!!!!!!!






FESTIVAL DE MÚSICA DA COSTA DO ESTORIL www.estorilfestival.net


Quinta-feira, 23 de Julho, 21h30


Igreja dos Salesianos Estoril


Ensemble D. João V



Sandra Medeiros soprano


Tera Mary Shimizu Violino I


Margareta Sandros Violino II


Paul Wakabayashi Viola


Paulo Gaio Lima Violoncelo


Duncan Fox Violone


Cândida Matos Cravo




250º Aniversário da morte de Haendel




Haendel, Water Music-Suite n. 3 in G Major, HWV 350 (1717)



Teixeira, Motete Per ogni tempo



Sousa Carvalho, Tibi omnes angeli (Te Deum – 1769)



Avondano , Sonata nº4 em Fa M



Vivaldi, Motete In Furore a canto solo con stromenti



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http://www.quartetoarabesco.com / quarteto.arabesco@gmail.com tel: 914 024 084

PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA 22H00, SÁBADO 25 JULHO 2009

NOS 200 ANOS DA

GUERRA PENINSULAR

Duzentos anos após a aventura napoleónica na Península Ibérica, o Ensemble Arabesco - Orquestra Barroca propõe um olhar musical sobre esta época conturbada e de charneira da História portuguesa e europeia. Fruto de uma pesquisa histórico-musical, o concerto apresenta-se como uma narrativa musical em torno de acontecimentos chave das Invasões Francesas, numa interpretação histórica em instrumentos da época.



Rufo de timbales

Improvisação

A Batalha do Bussaco (1810)

A.J. do Rego (1765-1844)

Retirada do Marechal Massena (1810)

J. Ferro (1775-1830), orq. de Manuel Durão (n. 1987)

Batalha do Vimeiro (1809)

J. Bachicha (1790-1810)

Cantata Hino Lusitano (1811)

J.D. Bomtempo (1775-1842)

Marcha de retirada (1810)

J.J. Baldi (1770-1816)

Abertura Penelope (1782)

J.S. Carvalho (1745-1799)

Cantata em Louvor de Lord Wellington (1810)

M. Portugal (1762-1830)

Cantata A Paz da Europa (1815)

J.D. Bomtempo (1775-1842), orq. de Duncan Fox (n. 1970)

Hymno Patriótico (1810)

M. Portugal (1762-1830), orq. de Rogério Medeiros (n. 1979)



ENSEMBLE ARABESCO - ORQUESTRA BARROCA

Sandra Medeiros

soprano
Sara Amorim contralto João Cipriano Martins tenor Armando Possante baixo Denys Stetsenko, Álvaro Pinto, Miriam Macaia, Raquel Cravino, Nuno Mendes, Luís Santos violinos Lúcio Studer, Joseph MacRae violetas Marco Testori, Ana Raquel Pinheiro violoncelos Marta Vicente contrabaixo Olavo Barros, Marta Gonçalves flautas Luís Marques, Jorge Cardoso oboés Carolino Carreira fagote Paulo Guerreiro, Tracy Nabais trompas António Quítalo trompete Marta Araújo cravo Pedro Carneiro timbales Marcos Magalhães cravo e direcção Lúcio Studer

investigação e concepção

S I N O P S E

Este concerto apresenta-se como um percurso musical que acompanha por perto os principais acontecimentos históricos em torno das Invasões Francesas, em especial a terceira comandada pelo marechal Massena e suas tropas francesas contra o exercito anglo-luso comandado por Lord Wellington. Por alguns denominada a guerra da espada e da pena, são inúmeros os relatos de militares britânicos assim como versos divulgadores das façanhas e heroísmo anglo-luso, com especial destaque para Lord Wellington, que inspiraram os mais proeminentes compositores portugueses. [Notas de programa]

Após um
Rufo de timbales, que enfatiza o espírito marcial de muita da música da época, a Batalha do Bussaco, de António José do Rego, relata com aguçado detalhe uma das mais famosas batalhas travadas entre as forças anglo-lusas, comandadas por Lord Wellington, e as francesas, comandadas pelo marechal Massena, a 27 de Setembro de 1810. Composta poucas semanas após a batalha, inclui ao longo da partitura o relato de Lord Wellington publicado na Gazeta de Lisboa.

Após esta batalha, Massena dirige as suas tropas para tentar conquistar Lisboa. É no entanto travado nas Linhas de Torres Vedras, terminando por se retirar definitivamente a 15 de Novembro de 1810. A composição
Retirada do Marechal Massena
de João Ferro, publicada no mesmo ano de 1810 e dedicada a Wellington, descreve musicalmente a ordem de Massena de retirada do exército, infantaria e cavalaria francesas, seguindo-se pela ordem de Lord Wellington de seguir o inimigo, até à vitória final com a expulsão de Portugal.

Outra peça militar que apresenta a mesma forma das duas anteriores a
A Batalha do Vimeiro
a batalha mais importante da Primeira Invasão, travada em 1808 contra Junot. Inclui também descrições de cenas da batalha. Desta peça é apresentado um cântico patriótico de gratidão aos ingleses.

Como uma das peças centrais deste concerto apresenta-se a cantata
Hino Lusitano
de Domingos Bomtempo, obra fortemente influenciada pela euforia que se instalara após a vitória luso-britânica. Tem especial destaque a Marcha de Lord Wellington.

A
Marcha da retirada de Baldi é também alusiva à retirada final de Massena.

Como exemplo da música que se ouvia nas salas de concerto nesta altura, apresenta-se a
Abertura Penélope de Sousa Carvalho. Trata-se da figura mais relevante da música portuguesa da segunda metade do séc. XVIII, com grande influência no legado futuro, tendo sido professor de Marcos Portugal, Domingos Bomtempo, João José Baldi, e António José do Rego, presentes no p
rograma deste concerto.

A
Cantata em Louvor de Lord Wellington, de Marcos Portugal, enaltece os feitos deste herói, detentor dos títulos de Marquês de Torres Vedras e Conde de Vimeiro, entre outros.

Em 1815, ano da derradeira vitória de Wellington sobre Napoleão em Waterloo, Bomtempo compôs a cantata A Paz da Europa, que se apresenta exaltando a paz a que finalmente se chegou em toda a Europa.

O concerto termina com o Hymno Patriótico da Nação Portugueza, de Marcos Portugal, composto em 1810 e adoptado como Hino oficial de Portugal até finais do século XIX.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cultura e Património III

CULTURA
O meu anterior apontamento serviu de desabafo. Tinha que ser. Peço desculpa pelo tom agreste ou agressivo. Mas tive que o fazer. Quanto mais não seja para não explodir. Se alguém ficou melindrado é porque se sentiu atingido. Eu, quando achar por bem e for conveniente para a Ad Septem Ars, explicarei com todo o detalhe do meu anterior escrito.

Caro Jack The Ripper
Muito obrigado pelas suas palavras e ... pela oferta generosa. Sabe que eu e Zé Manuel jogamos no Euromilhões para comprar um piano de concerto? Ah, se ele saísse...
Pois é, meu caro. Tem toda a razão! Lá ficaram todos a pensar que apoio fulanito ou beltranito. E o mais engraçado é que continuo a não apoiar quem quer que seja. Suponho, como disse um amigo, "já somos 2 poscritos". Esta é uma terra "sui generis". É assim que se escreve?
Quanto ao Estio, de certeza absoluta que a mim não me vai entrar o calor.

Caro Anónimo
Como bom anónimo assim fica, mas quero lembrar o episódio que me conta. É que eu estive quase para convidar as ditas senhoras a saírem da igreja. Só não o fiz por não haver ainda o hábito de escutar música ao vivo. Mas é esta forma de estar que quero combater.
Quanto à tarefa da Ad Septem Ars é realmente dantesca. Por vários motivos. Mas isso já eu sabia que iria ser assim. E quanto mais evoluísse a associação, mais entraves iria ter e encontrar. Suponho que molesto. Quem é que não sei.
Permíta-me discordar de si. Tudo é válido. Agora não pode ser só o "chupa no dedo", (é assim?), como tão pouco só Beethoven ou Mozart. Há lugar para todos. E todos temos que ser tratados de igual forma. Isso está na Constituição Portuguesa! Basta lê-la!
PATRIMÓNIO
A semana passada, terminei 2 canções, uma com poema espanhol/argentino e outro com poema português. As poetisas foram a Maria Elena Walsh, argentina e a leiriense Sandra Isabel Amaro. Com acompanhamento de piano, claro está. Ainda pensei em escrever o acompanhamento para orquestra. Mas assim é mais fácil estreá-las e dá-las a conhecer.
O meu património musical está mais rico. Entre uma canção e outra ainda fiz alguns arranjos. Para o meu grupito que comecei a organizar. Se não me falharem os músicos, vamos dar que falar.
Agora vou continuar o meu 2º concerto para piano e orquestra. O 1º concerto para piano e orquestra perdi-o. Não todo. Só a parte da orquestra. Fiquei com a parte pianística e a redução para piano. Vicissitudes de músico!
Até breve! Voltarei.

Cultura e Património II

Disse, escrevi-o e mantenho-o. Cá estou de volta, mas só com alguns apontamentos muito sucintos.

O 1º. é uma uma correcção. Onde se lê " não há muito poucos músicos ...", deve ler-se " há
poucos músicos..."
O 2º... é uma chamada de atenção. De vez em quando dou umas certas "calinadas" ortográficas que só reparo depois de algum tempo depois. Porquê? Pela minha falta de vista, já fui "operado" 3 vezes aos olhos e, quando estou muito tempo a ler ou a trabalhar no computador, tenho que adivinhar o que estou a escrever e ... como tenho uns dedos muito "magrinhos" carrego logo em 2 teclas de uma só vez. Também é verdade que não sei"teclear" lá muito correctamente. Mas isso é culpa minha.

Deixei duas interrogações no meu último escrito que ainda não encontrei a resposta. Vou continuar à procura ... Se calhar até sei as respostas, mas não as vou dar. Estamos em campanha ou pré-campanha eleitoral e não vou dar soluções a quem que seja.

Queria dedicar este meu escrito de hoje ao Património!
Não sendo eu um historiador, tão pouco vou meter a "foice em seara alheia".

Património!


Há por aí um património que me irrita! E há tanto! E de tanto haver, já faz parte do "nosso património". E chama-se, INCOMPETÊNCIA! Ela, a incompetência, faz com que nada funcione ou funcione muito mal!. É invejosa, mal-dizente e outras coisas mais. E esta Incompetência está a matar a CULTURA e, o que é grave, a tornar-se ela própria num suposto agente cultural!
Pelos vistos, há gente, que não é o seu caso, que ainda não percebeu qual é a minha função enquanto agente cultural.
Para além de fazer música, de a ensinar, sou um livre pensador, independente tanto quanto posso sê-lo!
O que resolvi fazer em Campo Maior, traz-me muito pouco proveito. Se alguém pensa que me prejudica e me ofende por não querer cooperar comigo ou não querer a minha cooperação, está muito enganado. Eu não sou nenhuma personalidade pública. O meu interesse é Campo Maior e fundamentalmente, a MÚSICA! Tudo o que tenho feito nos últimos é para tornar melhor Campo Maior! Não tenho qualquer interesse pessoal/artístico ou económico. Se calhar, (de certeza), já tive que põr dinheiro do meu bolso para realizar alguns projectos. Porque se não conseguir realizar 3 faço 2 projectos, mas bem feitos.

Caro Jack The Ripper

O que me constrange e irrita, é isto mesmo: A INCOMPETÊNCIA!

Quanto ao resto, estou-me nas tintas! Se acham que eu e as minhas ideias não prestam, desligo de Campo Maior, não me irei embora, por ser uma decisão familiar e não pessoal, mas voltar-me-ei única e exclusivamente para a minha família, amigos e logicamente a minha música. Se me rotulam disto ou daquilo é-me indiferente!
Uma coisa é certa. Eu não apoio qualquer candidato ou partido político ou movimento político! Muito provavelmente nem irei votar nas eleições autárquicas.
Quem vier e quiser, terá ou não a minha colaboração pessoal se ... mas tem que a pedir.
Quanto à Ad Septem Ars, é uma associação e não uma empresa minha. Está para pôr em prática alguns projectos e ideias dos seus membros, quer eles pertençam ou não à direcção.
Resumindo para terminar hoje, mas só hoje.
A INCOMPETENCIA tornou-se em património cultural no nosso pequeno Portugal. Porquê?
Até breve. Voltarei, mas já com novidades e certezas!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cultura e Património I

Hoje vou voltar à escrita. Tenho andado com algum, diria que muito, trabalho. Mais o meu trabalho pessoal, como compositor e arranjador. Há fases em que me custa mais escrever música. Sim que eu não sou um compositor "normal", muito menos "vulgar". (Entenda-se aqui o normal e vulgar como a forma como eu componho, escrevendo em papel pautado e quase sempre sem tocar). E nem sempre tudo o que escrevo me serve para o que estou a tentar compor. Mas não se deita fora. Há-de servir para outra obra. Tudo o que "componho" tem um objectivo artístico. Porque eu só entendo a música como ARTE!
Ofereceram-me dois livros de duas poetisas portuguesas! Que alegria! Logo DOIS LIVROS! E DE POESIA! Um foi da minha querida amiga Glória de Sant'Anna. TRINADO PARA A NOITE QUE AVANÇA:Foi a sua última edição. Já o li! Vou relê-lo! Outra vez! O outro foi de uma nóvel poetisa Leiriense, Sandra Isabel Amaro! Uma grata surpresa! Chamou-lhe "(E)ternamente". Musiquei um poema, "SAUDADE". Porque saudade é uma obra minha muita querida para mim. Não pelo título, mas pelo que representa para mim! Foi com esta obra que levei o primeiro banho de aplausos,(creio que à volta de 10 minutos consecutivos), como compositor. E, também, porque teve de ser tocada duas vezes. Foi com esta obra que me convenci que até tinha algum jeito para isto da "escritura musical". Mas não estou convencido de todo! O tempo, os meus amigos e o público me dirão.
Voltando aos livros. É bom ler! Principalmente de gente amiga. Que também está no mundo como eu para fazer "coisas"! Que "coisas"? Sei lá! Talvez escrever, pintar, compor, desenhar, plantar, cozinhar e, talvez o mais importante, pensar e inovar! É preciso reinventar todos os dias! Senão isto é uma "chatice"!
Ontem fiz uma "coisa" que nunca tinha feito: participar num debate sobre Cultura e Património, organizado por um partido político. Devo confessar que aceitei o convite um pouco contrariado, talvez constrangido seja mais correcto. Porquê? Porque EU NÃO SOU POLÍTICO! SOU MÚSICO, COMPOSITOR E DIRECTOR DE ORQUESTRA! E também acho que os políticos têm muito poucas ideias e são extremamente limitados! Mas tudo bem. Aceitei. Estavam lá os meus amigos doutores Francisco Galego e António Cachola. Cada um de nós comentando do que pensa saber. Eu falei da política musical deste país e deste concelho. A minha opinião mantém-se. Aliás, já o escrevi aqui: em Portugal NÃO HÁ CULTURA! Enquanto não houver um trabalho de base, ou seja, enquanto não se criarem escolas, academias ou lá o que lhe quiserem chamar, NÃO HÁ CULTURA! O que há são umas actividadezecas mais ou menos culturais ou pretensamente culturais que, num futuro não muito longínquo deixarão de existir. Porquê? Porque NÃO HÁ CULTURA e os orçamentos são cada vez mais reduzidos! E até podem fazer ATL's, ou lá como se chamam, e outras aberrações copiadas não sei de onde! E se não há cultura em Portugal, Campo Maior não é excepção. Nem tão pouco Elvas, Arronches ou mesmo Portalegre! Onde se está a introduzir no dia a dia dos portugueses a cultura é em Évora! Mas vai muito lenta! Quase a "passo de caracol"! Mas isto é uma realidade! Mas já eu gostava que Campo Maior tivesse metade do nível cultural e patrimonial de Évora! Há que pensar em GRANDE! Quem pensa em pequeno, nada faz.
Posso afirmar e confirmar tudo o que acabo de citar com um exemplo espanhol que me é mais ou menos próximo, pois estive quase para ser director artístico e titular da "Orquesta de la Extremadura". Esta orquestra, que até toca umas coisas muito interessantes, não é ainda um centro de cultura. Porquê? Porque não tem tempo de existência suficiente para ser reconhecida como um polo cultural da Extremadura. Pelo que sei, nem todos os "extremeños" a sentem como deles. Será pelo estilo de música que tocam? Não! Porque ainda não chegaram ao "coração" de todos. Apesar de todos os esforços políticos e dos milhões de euros gastos! E, também, porque não tem muito poucos músicos "extremeños".
Então, pergunto:
  1. Que fazer?
  2. Que alterar?
Voltarei. Podem estar seguros, à carga com este tema. E com novidades, (e que novidades!), da Ad Septem Ars!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Santo António!

Não há muito que me perguntaram se eu gostava da cultura popular, quiçás por ser eu um "apaixonado" e profissional da música clássica. A resposta nem eu a sei. Depende! Depende do que se faz, de quem a faz e para quê.
Se é para homenagear qualquer personagem da vida pública só porque sim, então não gosto. Se é para homenagear e festejar, como foi o caso de Sábado passado, um Santo Popular, então sim, sim e sim. Porque, neste último caso, é o reavivar de algumas tradições que estão perdidas por não se ter feito o que quer que seja para evitar esta lamentável perda. A culpa? É de todos!
Mas mais que lamentar, o importante é dar os parabéns à Ana Maria, a todos os bailadores e bailadoras pelo excelente desempenho, sacrifício e alegria revelados.
Só faltou um pouco mais de luz no Largo dos Carvajais, mas isso que importa. O importante é que se fez algo em prol de Campo Maior e de todos os Campomaiorenses.
Força, Ana Maria!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

In Memoriam - GLORIA DE SANT'ANNA 1935 - 2009


Faleceu ontem, dia 3 de Junho esta ilustre senhora da Literatura Portuguesa!
Tive o privilégio de a ter como amiga, amizade que se iniciou por musicar dois poemas seus, "O Pescador" e "É o vento".
Ficámos um pouco mais pobres, Portugal e Moçambique.
Trancrevo o testemunho deixado no blogue " daliteratura.blogspot.com" de Eduardo Pitta (poeta):
A sua "obra é um testemunho de revalorização do silêncio (cf. Steiner) em meio da balbúrdia universal. Natural de Lisboa, viveu em Moçambique entre 1951 e 1975. Toda a vida foi professora, mantendo regular colaboração na imprensa moçambicana. No regresso a Portugal radicou-se em Ovar. Da sua obra destaco Livro de Água (1961), que recebeu o Prémio Camilo Pessanha da Academia das Ciências de Lisboa. O conjunto da sua poesia foi editado em 1988 pela Imprensa Nacional: Amaranto. Poesia 1951-1983, volume que inclui o livro inédito Cantares de Interpretação, escrito depois de deixar África. Glória de Sant'Anna pertence por direito próprio à geração de poetas portugueses que a tradição associa à poesia feita em Moçambique: Rui Knopfli, Reinaldo Ferreira, Sebastião Alba, João Pedro Grabato Dias, Lourenço de Carvalho e outros. Em 1975, antes de deixar Moçambique, publicou um livro de crónicas: Do Tempo Inútil

Deixo aqui quatro versos em que cabe toda a sua ars poetica:

A essência das coisas é senti-las
tão densas e tão claras,
que não possam conter-se por completo
nas palavras.

In Memoriam"

Em daliteratura.blogspot.com

domingo, 31 de maio de 2009

Breve Apontamento ou Apontamento Breve

Apesar do escasso público, éramos vinte e duas pessoas, tenho de destacar alguns jovens presentes nesta actividade da Ad Septem Ars – Associação Cultural de Campo Maior. São um exemplo para todos os outros. Obrigado pela vossa presença Rita, Magarida e Bernardo.
Hoje não houve música. Aliás, houve, mas era outra. E fez-se de palavras e imagens. Falou-se de Campo Maior, Elvas, Arronches e Portalegre, resumindo, da raia se falou. AH! E das famílias que existiram e das que ainda existem. E muitas mais coisas.
Parabéns ao senhor professor doutor Arlindo Sena pela excelente palestra. Em nome da Ad Septem Ars, de todos os presentes e meu próprio, muito obrigado!
Até a uma próxima oportunidade, pois de certeza que haverá mais outras palestras.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Endereço correcto do vídeo

Caro Campomaiorense

Peço desculpa, mas tinha apagado a última letra. Aqui está o endereço correcto.

http://videos.sapo.pt/QkMHEdKYTfPLOLCqDa0o

Obrigado.

Um pouco de auto-promoção

E porque não?
Acho, penso eu, que ninguém, ou quase, me vai levar a mal um pouco de auto-promoção. Eu até sou músico profissional com carteira de compositor e director de orquestra. E como não tenho, (tão pouco quero), agente ou representante, faço aqui de meu próprio agente.
Vamos ao que interessa.
No passado dia 2 do corrente mês de Maio, em Leiria, foi estreada a minha obra para Soprano, Coro Misto e Piano, com poema de Afonso Lopes Vieira, a minha "Dança do Vento". Penso, pelo menos foram esses os comentários que me chegaram, que agradou à maioria dos presentes. Podem assistir, (em vídeo, claro!), e deixarem-me aqui a vossa opinião. É só para saber o que pensam os meus conterrâneos da minha música. O endereço aqui vai:
A obra começa 1m e 50s depois de iniciado o godspell. Já agora a soprano é a minha amiga Jacinta Almeida, o pianista é o meu amigo Amadeu Oliveira e o coro é o grupo vocal Trítono de outro amigo, o Octávio Martins.
O meu Ensemble de Flautas de Bísel, vai começando a soar. Ainda não temos nome, mas isso é o menos importante. Está formado por flautas soprano, alto e tenor. Brevemente apresentar-nos-emos a Campo Maior. Estou a gostar da experiência. Apesar do trabalho que dá um grupito desta natureza, com muito poucos conhecimentos musicais. É preciso dar-lhes todas as indicações. Depois de mais de 15 anos a trabalhar com profissionais, é interessante trabalhar com amadores e crianças.
Se os músicos e seus pais tiverem força de vontade e de sacrifício, saber esperar pelos resultados, tenho a certeza que conseguiremos fazer algo inédito neste país. É preciso dar-lhes tempo aos músicos. Comigo podem contar.
E já agora: NÃO SE ESQUEÇAM DE COMPARECER À PALESTRA ORIENTADA PELO PROFESSOR DOUTOR ARLINDO SENA. É ÀS 15 HORAS NA SEDE DA AD SETPEM ARS, NA PRAÇA VELHA.

domingo, 24 de maio de 2009

Aulas de Violino e Palestra

Já temos professora de violino!



Desde a 6ª feira passada, dia 15 de Maio, começaram as aulas de violino na nossa sede da Praça Velha.

A professora Ana Morcillo vem de Badajoz e é finalista de Curso Superior de Violino no Conservatório Superior de Música de Badajoz.

Felicidades à nova professora!



No próximo dia 30 de Maio, pelas 15 horas, na nossa sede da Praça Velha 1-A, vai a Ad Septem Ars organizar uma palestra sobre o tema "AS FONTES DOCUMENTAIS DA RAIA DO DISTRITO DE PORTALEGRE: O CASO DA VILA DE CAMPO MAIOR", sendo orador e dinamizador o senhor professor doutor Arlindo Sena. A entrada é gratuita.

Workshop de Palhetas



WORKSHOP DE PALHETAS
Conservatório de Música de Coimbra
Dia 7 de Junho de 2009, das 10H30 às 17H30



Depois do Encontro Nacional de Palhetas Duplas, realizado na ESMAE, Porto, a Associação Portuguesa de Palhetas Duplas, vem promover uma actividade: WORKSHOP DE PALHETAS, a realizar no Conservatório de Música de Coimbra.
Tendo em conta a importância do tema, este evento tem por objectivo promover o intercâmbio de conhecimentos e trabalho prático, no que diz respeito às várias fases da construção de palhetas duplas.
Toda a comunidade de oboístas e fagotistas está convidada a participar neste dia de actividades, visando o enriquecimento teórico e prático numa área que a todos interessa: as palhetas.
Durante o workshop haverá exposição de canas, ferramentas e todos os acessórios indispensáveis para a construção de palhetas, pelas empresas: Domingos Caeiro, Lda e J.M.Garetti, Unip, Lda. Os sócios da APPD são beneficiados com descontos na aquisição dos artigos expostos.
O suíço Willy Wettstein, Oboe-Atelier, faz exposição e demonstração dos seus modelos de máquinas de raspar palhetas de oboé e corne inglês. Todos poderão experimentar os vários tipos de raspagem das máquinas.
Ao longo do dia há também a assistência de luthier’s para pequenas manutenções.

NOTA: Brevemente receberão o cartaz definitivo do evento, incluindo a informação sobre as palhetas de fagote.

A Associação Portuguesa de Palhetas Duplas

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Caro Paralelo(?)


Agradeço os elogios, mas não sou magnífico nem tenho uma atitude “pro-activa”. Quando muito, tenho uma atitude que penso ser a mais correcta para comigo mesmo: fazer aquilo que gosto ou pelo menos tentar e, dar a conhecer e dar o prazer de usufruir dos meus gostos aos outros que não tiveram nem têm as mesmas oportunidades que eu tive e tenho. No fundo, sigo um princípio cristão: dar sem esperar nada em troca.
Sem querer ser mal-educado nem desagradável, acho (tenho a certeza) que está muito mal informado, melhor, não percebe nada disto. Está a meter a “foice em seara” completamente desconhecida para si. É que quem freqüenta os conservatórios é para fazer um curso superior, tal e qual um médico ou um advogado ou engenheiro. Se acha que os outros pais cujos filhos estudam em universidades o fazem sem sacrifícios ...
Quanto à realidade sócio-económica que tanto o preocupa, é melhor pedir explicações aos incompetentes (e não só) dos que dirigem os destinos deste país. Eu não me sinto culpado, pois nunca tive qualquer “tacho”, não sou nem nunca serei político. Se o país está mal a culpa não é minha, isso posso eu garantir-lhe.
Quanto ao futuro das crianças, por me preocupar o futuro delas e deste meu país, é que arranjei “dores de cabeça”, quando podia ter ficado em minha casa a desfrutar da minha família, da minha música e dos meus amigos e estar-me nas “tintas” para Campo Maior. É que não ganho nada em ter feito a Ad Septem Ars. Só chatices!
Só mais um reparo. O problema não é ter-se anulado um concerto. O problema é ter-se anulado um concerto por FALTA DE VERBA! É que as pessoas em questão, os músicos, são profissionais e vivem disto mesmo: dos concertos! Este é o seu ganha pão! E para se realizar um concerto, cada músico "gasta" muito, mas mesmo muito do seu tempo, diria meses, tempo que não é pago!
Só um conselho: Quando quiser comentar, comente só o que e do que sabe. É que para ignorantes, já chegam os políticos!

domingo, 26 de abril de 2009

Grave ... Gravíssimo ... Quo Vadis Cultura?

Recebi um "mail" da pianista Maria do Céu Camposinhos que transcrevo em baixo.
Palavras para quê? Isto é Portugal! E depois venham falar-me em TGV's, auto-estradas e pontes sobre o Tejo ... Que eu depois logo lhes digo onde vão pôr o voto! É caso para dizer: "Mudam as moscas, mas a m... é sempre a mesma". Passaram já 35 anos, mas Portugal continua a ser Lisboa e o resto são paisagens! O mal disto tudo é que, quando precisam de nós músicos, até nos chamam génios, só para se mostrarem que até são cultos - como diz um amigo meu também músico.
Antes de deixar este triste "mail", pergunto: Quo Vadis Cultura?

"Maestro , lamentavelmente o nosso concerto em lisboa já não se vai realizar por agora, como se pode ler no comunicado abaixo.
A cultura tb está em crise !!
Maria do céu

Exmas. Senhoras:
Maria do Céu Camposinhos
Paula Almeida

Lisboa, 23 de Abril de 2009

Assunto: Recital de Violoncelo e Piano Palácio Foz

Exmas. Senhoras,

Conforme solicitado, venho por este meio comunicar que o recital sugerido por V.Exas, agendado para o dia 10 de Maio de 2009, a ter lugar na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, foi adiado sine die. No âmbito do Programa de Apoio Directo às Artes de 2009, a Direcção-Geral das Artes não atribuiu qualquer apoio à Juventude Musical Portuguesa (JMP), razão pela qual esta Associação foi forçada a adiar todos os recitais (excepto aqueles que já se encontram apoiados e a realizar em parceria com outras entidades), até conseguir financiamento para a sua concretização.

Com os melhores cumprimentos,

Maria João Rodrigues"

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Anónimo

Acho que se enganou na pessoa, no blogue ou então não lê. Eu aqui, neste meu "escrito", não tenho nem quero ter a ver com as escolas, com o ME e suas delegações. Não respondo a anónimos, pois acho um acto de muita cobardia esconder-se, parece com medo de não sei o quê, atrás de um falso nome que não é sequer um heterónimo. Assim sendo, ainda que publique o comentário deste anónimo, negar-me-ei a fazê-lo se continuar a demonstrar tanta cobardia. Se tem alguma coisa a comentar com o que se passa na EB2 de S. João Baptista, deve dirigir-se a quem de direito e não a mim. Só para esclarecimento: "ANÓNIMO" QUE SE PREZE ESTÁ MORTO!

terça-feira, 21 de abril de 2009

E VIVA A TERTÚLIA!

Caros co-tertulianos
Já uma vez aqui escrevi que não sou nem nunca serei político. Sempre estarei, pelo menos tentarei, estar sempre equidistante de todos os políticos. Ainda que entre estes últimos tenha alguns amigos (poucos = 3).
Não sou capaz de entender a música dessa maneira, meu caro amigo Zé Camões! Para mim não há música para as distintas "classes sociais", por um único motivo: por não reconhecer, do meu ponto de vista musical, as diferentes classes sociais. No entanto, reconheço como cidadão do mundo, que há classes sociais económicas. O que há, e isso está comprovado, é habituação/educação a um determinado estilo musical. E tem mais a ver com o interesse que cada um tem em descobrir o que está mais além do nosso "nariz". Os gostos cultivam-se, moldam-se com uma rapidez impressionante. Basta entender o que se ouve. Hoje é tudo muito mais rápido pela influência dos "media".
Uma confissão: todos os "clássicos", eu incluído, sempre gostámos de música popular tradicional, porque a verdadeira música é aquela que vem do povo anónimo. Nós músicos-compositores só lhe damos uma forma mais apurada e definida. Mas uma coisa é certa: cada um tem um gosto mais ou menos pré-definido pelo meio onde reside e com quem vive, sempre possível de ser moldado.
Os meus pais, hoje só o meu pai, gostavam de folclore, de fados e guitarradas e eu, só muito tempo depois de estudar música me apercebi da beleza do nosso folclore, tão difícil de superar. Neste rectângulozinho à beira mar plantado temos uma diversidade de música folclórica tradicional muito difícil de igualar, mesmo em países muito maiores que o nosso. Por isso, nada de menosprezar o nosso folclore! Quanto ao fado, " a música" é outra. Tornou-se tão comercial, que perdeu aquela qualidade fundamental, pelo menos para mim, a IMPROVISAÇÃO das letras e da própria música.
Se conhecesses as pessoas que se dedicam à música clássica e ao Jazz, não falarias de classes, quase de certeza, pois entre nós músicos há os bons e os maus músicos. E só isso! O resto é para jornalista e político.
Entendes-me?
Um abraço, caro amigo Zé Camões.
Caro amigo João Paulo
Quanto aos Emerson, Lake and Palmer não os recordo especialmente, quero dizer que não me lembro de nada do que tocaram. Sei que muita da música que tocavam eram excertos de obras clássicas de Mozart, Bach, Beethoven etc., etc., tocadas por um teclista, baixo eléctrico e bateria. Sei que o faziam muito bem, pelo menos fiquei com essa ideia.
Assim, caro amigo, não estou de acordo contigo com essa da influência dos ditos "ELP". As minhas influências vêem por outro lado, canto gregoriano, JSBach, Haendel, agora Mozart (estou redescobrindo-o), o jazz, o nosso folclore tradicional e pouco mais e, fundamentalmente a POESIA. Mas fico muito contente e feliz por saber que uma música minha te fez recordar passagens da tua juventude que eu também vivi. Obrigado!
Quanto à minha "Dança do Vento", vai ser estreada em Leiria no próximo dia 2 de Maio, no festival dedicado a Afonso Lopes Vieira.
Um abraço.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Para tudo há uma idade

Caro Zé Camões
Acho os nossos escritos tertulianos muito, mas mesmo muito interessantes e importantes, pelo menos para mim. Há só um pormenor: "assume-te de uma vez e acabas com os rumores!" Sei que não o vais fazer, mas é coisa que não entendo. Temos que assumir as nossa posições e ideias e defendê-las o melhor que soubermos.
Mas vamos ao que interessa.
Quanto a Música, os meus gostos nem sempre foram os mesmos. Sempre gostei de Música chamada Clássica, mas nos meus tempos de juventude, já tenho 52 anitos, toquei e gostei de Joe Cocker, Rolling Stones, Aretha Franklin, Deep Purple, Plink Floid, Emersom/Lake and Palmer, Bob Dylan, Ray Charles, etc., e tantos outros ... Mas toquei Fados, Jazz, Música Tradicional Portuguesa e não só ... Sei lá, acho que toquei de tudo um pouco. Penso que como músico fiz uma passagem mais ou menos importante por todos os géneros musicais, fazendo sempre uma filtragem, até chegar e ficar com o melhor, pelo menos para mim, que é a "música clássica": desde o Canto Gregoriano até à Musica Contemporânea.
Uma vez li uma entrevista do senhor Joe Cocker que afirmava com todas as letras, que a música que cantava e fazia não era importante, mas sim a de Chopin, Mozart, etc., porque com as suas inovações, permitiam-lhe a ele e aos outros fazer música. E por aí ia divagando. Só já não me recordo onde li essa entrevista, mas creio que foi numa revista de Rock da altura. Quanto ao Woodstock de 1969, eu tinha 14 anos e segui como pude o festival, roendo-me todo por não ser americano.
Quanto à minha visão da música, é sempre a de um músico/compositor e director de orquestra, que tem uma visão muito particular (e crítica) de tudo o que se faz e fez em termos musicais. Digamos que é sempre o técnico a opinar. É que: PARA TUDO HÁ UMA IDADE!
Um abraço.

Arthur Schopenhauer - Esclarecimento

Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereirode 1788 - Frankfurt, 21 de Setembro de 1860) foi um filósofo alemão de século XIX da corrente irracionalista.

Caro Jack the Ripper


Este ilustre filósofo, que eu tenha conhecimento, nunca foi músico, mas sim um bom apreciador de música. Quando me referi a este grande filósofo como músico e, também, porque me deixei levar pela emoção, estava a referir-me a Stochausen, já falecido. Há para aí alguns vídeos e livros sobre este compositor alemão. Há um livrito, que recomendo, da Editorial Salvat dedicado à Música Contemporânea, com uma grande entrevista deste compositor, onde ele aborda a música e explana os seus pontos de vista e convicções musicais e sobre a vida musical.
Obrigado pela presença no concerto de ontem. Os agradecimentos têm que ser dados em primeiro lugar às Irmãs Concepcionistas, à Câmara Municipal e aos músicos/cantores. A nós, enquanto associação, ficamos com o prazer a alegria do trabalho bem feito. Creio que demonstrámos, penso eu, que Campo Maior tem público para este género de música. Quem pensava que os campomaiorenses só gostavam de música popular, está completamente enganado ou mal informado. E nãso nos esqueçamos que havia mais duas actividades em simultâneo, uma no auditório e outra no circo!
Um abraço e desculpa lá a confusão que originei que, só hoje depois de ler o teu comentário, é que dei conta da asneira que escrevi.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A filosofia do romântico Wagner ou do “humanista” Schopenhauer?

Caro Zé Camões
Como músico, ainda que pareça mentira, nem um nem outro. Entre um e outro, fico-me com Wagner, se tiver que escolher um deles.
Musicalmente "falando", pelo menos para mim, é muito mais importante e fundamental na História da Música Ocidental, Wagner que Schopenhauer. Não gosto do caminho seguido por este último. Não vai comigo. Filosoficamente falando, neste caso escrevendo, Schopenhauer é o meu preferido. Também as épocas são outras, as que viveram estes dois ilustres compositores. Tenho muitas dificuldades em "entender", as partituras do senhor Schopenhauer, (apesar de as compreender e as ler). Já as do senhor Wagner, talvez por tê-las estudado com mais profundidade e atenção, são uma maravilha, apesar de eu não gostar de ópera. Mas gosto de Canto e de cantar. E de Polifonia e de Canto Gregoriano.
Reconheço, no entanto, que Schopenhauer é muito inovador, mas também muito do Show Business.
Eu, como compositor, estou noutro caminho mais parecido com Debussy e Ravel. Sou mais do tipo "Impressionista", se é que o posso afirmar desta maneira. Mas não sou impressionista. entre estes dois e JSBach, prefiro este último. Ah! E Joly Braga Santos!
Esclareci-te? Espero que sim.
Só para rematar, adoraria compôr uma ópera. Só estou à espera de um/a libretista.
Um abraço e obrigado por me seguires.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

CONVITE

Cara Joana Aleixo

Já que cantou num coro, o "CHORAL AEMINIUM", suponho e não me devo enganar, excepcionalmente bom, porque não voltar a fazê-lo, mas em Campo Maior? Pense nesta minha proposta, pois já tem a exepriência de cantar em grupo, coisa rara nesta terra. Se quiser entrar em contacto comigo estou à disposição.
Obrigado pelo seu apoio e contacto. Conte comigo e com a Ad Septem Ars.
Recordo que no próximo domingo, dia 19, pelas 16 horas na Igreja do convento vamos realizar mais uma actividade, desta feita dedicado à música coral.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Agradecimentos

Joana, quem quer que seja, agradeço imenso. Só lhe falta o apelido, mas tudo bem. Obrigado. Nunca os ouvi, mas pela estrutura, repertório e actividades demonstradas, têm que ser muito bons. Pode ser, lá mais para a frente, que a Ad Septem Ars os possa trazer a Campo Maior.

sábado, 4 de abril de 2009

Um Pedido (de desculpas também)

Houve alguém que me deixou um comentário, creio que era sobre um coro, mas caprichos da informática ou inoperância minha, perdeu-se. Se quem o deixou mo quiser deixar novamente, agradeço. E muito. As minhas sinceras desculpas.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Novo Sítio da Ad Septem Ars

Aqui deixo o novo sítio da Ad septem Ars:

www.adseptemars.wwwpt.net

PRÉ-INSCRIÇÕES - AVISO (e não só)

Esta "mensagem" é mais para os distraídos e despitados. Como eu. É mais as vezes que olho e não vejo, oiço e não escuto. Dirão alguns: "É músico!" ou "É artista!" Com todos os defeitos e virtudes, desculpem-me lá, mas sou assim atirado p'ro despistado.
Estamos, a Ad Septem Ars e os professores que estão ou vão começar a trabalhar na nossa Academia de Música, a planificar o próximo ano lectivo. Para as "coisinhas" serem bem ou mais ou menos bem feitas e, também, para sabermos com o que vamos contar e necessitar.
Aqui vai o aviso: ESTÃO ABERTAS PRÉ-INSCRIÇÕES PARA A AULA DE GUITARRA E PARA A AULA DE MÚSICA E MOVIMENTO. Esta aula de Música e Movimento é para os mais pequenos, entre os 3 e os 6 anos.
Recordo que a partir de 1 de Maio do corrente ano, a Aula de Música e Movimento para crianças entre os 3 e os 6 anos de idade, vai começar a funcionar na nossa sede, sita na Praça Velha.
Para quem estiver interessado, pode pré-inscrever-se por:
  • podem contactar-me pessoalmente ou a professora Isabel Pereira ou qualquer outro membro da Direcção,
  • pelo telefone número 965 390 214.
Estamos a tentar arranjar um/a professor/a de VIOLINO.
Um esclarecimento.
Parece-me que há gente que ainda não percebeu a filosofia e o carácter da Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior. Pelo que tenho percebido, há por aí alguns ou algumas, que estavam ou estão há espera de me ouvir tocar piano ou dirigir alguma banda ou orquestra. Longe de mim tal ideia! Não foi para isto que foi criada esta associação. Para me auto-promover, continuava a dirigir a minha orquestra de câmara, a dar entrevistas, a tentar convencer os promotores de concertos, etc., etc., ou fundava uma empresa para me representar.
A Ad Septem Ars foi criada "para promover, divulgar a Cultura em todos os seus âmbitos e domínios profissionais e amadores, assimo como a formação e a aprendizagem", como se pode ler nos seus Estatutos. Recomendo vivamente que leiam o ARTIGO 2º, pontos UM, DOIS, TRÊS e QUATRO dos nossos Estatutos.
Só mais um apontamento.
Pelos vistos, poucos sabem a quantidade de PAPELADA que é preciso tratar para uma associação sem fins lucrativos como a nossa. Ainda hoje, dia 3 de Abril, recebemos documentos da Segurança Social imprescindíveis para podermos trabalhar sem qualquer problema legal, porque problemas sempre os teremos. Para terminar, quantas associações culturais ou não, conseguem realizar TRÊS (3) actividades, DOIS CONCERTOS, (um a realizar dia 19 de Abril com entradas gratuitas ambos) e INICIAR UMA ACADEMIA DE MÚSICA COM TRÊS MESES DE VIDA ASSOCIATIVA?
Antes que me "falhem" os agrdecimentos, ou seja, antes que me despiste e me esqueça, quero deixar aqui o meu agradecimento ao João Azinhais e ao João Paulo. Obrigado aos dois!

terça-feira, 24 de março de 2009

Escola de Música versus Academia de Música

Pois é, caros amigos!
Ainda não tinha vontade de fazer grande publicidade, aliás não tinha vontade nenhuma, da futura Academia de Música da Ad Septem Ars. E está muito, mas muito próxima. Faltam p'ra aí uns 8 dias, se não estou enganado.
A Academia de Música tem a sua abertura oficial, no próximo dia 1 de Abril. Vamos começar com guitarra portuguesa e guitarra espanhola. O professor é o senhor Paulo Cachinho. Um bom profissional e um bom professor. Assim os alunos saibam aproveitar os seus ensinamentos. Lá mais para a frente, vamos abrir inscrições para os mais pequenos, a partir dos 3 anos de idade, para a aula de Música e Movimento. A professora é a minha irmã, Isabel Pereira.
A partir de Setembro ou Outubro, queremos abrir a aula de Piano e de VIOLINO, esta para dar continuidade ao trabalho que a minha filha iniciou.
E dentro de alguns anos, espero eu, que esta "escolinha" seja realmente aquilo que pretendemos que seja, a Academia de Música Ad Septem Ars.
E já agora um à parte e uma explicação sobre o título.
Escola de Música tem como objectivos fundamentais e principais a ocupação dos tempos livres, a diversão e uma aprendizagem rudimentar da linguagem musical. A Academia de Música tem como objectivos fundamentais e principais o ensino da linguagem musical, a formação e orientação profissional para a carreira musical, isto é formar músicos e encaminhá-los para o profissionalismo e, se não sairem todos músicos, sairão pelo menos, pessoas muito mais cultas, muito mais educadas, muito melhor formadas e verdadeiras amantes da ARTE e da CULTURA. E posso afirmar, sem medo de me enganar e de errar, que sairão muito mais DEMOCRATAS E TOLERANTES COM O PRÓXIMO! Porque um povo culto é um povo democrata! Vejam os Suecos, os Dinamarqueses, etc., etc., etc.
Obrigado e um abraço

segunda-feira, 23 de março de 2009

A 2 amigos: João Paulo e Joaquim (ou vice-versa)

Começo pelo vice-versa.
Amigo Joaquim
Batatadas à parte, o que sempre ficava e ficou, foi a amizade mais ou menos intensa, dependendo do grau de intimidade continua que se mantinha e mantém ao longo da vida. Apesar de não estarmos sempre em contacto, temos mantido uma amizade mais ou menos profunda enraízada nas nossas vivências infantis. Verdade? É que há amizades que perduram, não pelo contacto diário ou semanal, mas pelo que vivemos conjuntamente. Sinceramente que me alegro por ti e por toda a tua família.
Quanto à rapariga, lá a espero em Setembro. Sempre achei que as coisas forçadas não resultam, mas um "emporrãozinho" nunca fez mal a ninguém.
Amigo João Paulo
Uma vez que não qualquer orquestra no nosso Alentejo, nem tão pouco grupos de Música de Câmara que estejam disponíveis para tocar a minha música, vai ser muito difícil, diria que impossível, assistires a algum concerto meu. No entanto, pode ser que apareça alguém a tocar/cantar a minha música em Campo Maior. Quem sabe?
O que me entristece um pouco, não muito pois já estou habituado a que assim seja, é ser conhecido lá fora, que gente de outros países te peçam obras e que as pensem gravar e tocar e, aqui ou por aqui neste rectângulo, mal te passem cartucho. Mas é o país que temos e onde vivemos.
E já agora, os teus rapazes tinham muito jeitinho para isto da arte musical.
Um abraço a ambos e obrigado por seguirem o meu blogue.

Ao Jack The Ripper

Caro Jack The Ripper
Acho que tem toda a razão, mas eu não sou da CMCM, portanto não sei o que é que têm em mente e quais os objectivos que pretendem alcançar. Também não sou, nem nunca serei político, portanto, não posso comentar as decisões da CMCM.
Penso que já esclareci que os meus objectivos e os da Ad Septem Ars estão muito mais acima do que fazer uma simples escolinha onde os meninos batem as palmas, dêem 3 pulos e cantem uma cantiguinha. Fui claro?
Para terminar, eu sou músico, compositor e director de orquestra que tem um projecto cultural para Campo Maior. Foi para pôr este projecto que a Ad Septem Ars nasceu e estou/estamos a trabalhar e a estabelecer contactos.
Obrigado Jack The Ripper por aceder ao meu blogue.
E já agora, porquê "Jack The Ripper"? Vocês têm cada uma ... (ahahah)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Saudade para Clarinete e Piano - I Andamento - Allegro

Aqui deixo mais um midi ou lá como se chama esta coisa. Está claro, para mim não, que é o meu filho Filipe que ajuda, se não ainda estava a tentar pôr aqui o meu 1º midi. Agradeço ao meu filho e ao João Paulo Saragoça. Este é dedicado a ti, João Paulo. É uma obra que fiz em 2002. Espero que gostem.

quarta-feira, 18 de março de 2009

I Cinque Elementi - Os Cinco Elementos

Deixo aqui 2 comentários a 2 obras minhas, um do quinteto italiano "I Cinque Elementi", que intitulei "Qinteto de Sopro OP. 1 - Os 5 Elementos" em 5 andamentos, e o outro de um clarinetista português, Manuel Carvalho, sobre a minha obra "Saudade" para Clarinete e Piano, esta em 3 andamentos.
  • "Hi Vasco, yesterday we had reharsal and we played your wind quintet (we hadn't studied it). there are very good ideas in you work! Now we have to study it! I let you know. Have a good day - Claudio".
  • "Vi as partituras e acho-as interessantes. Penso que está ao nível óptimo para se fazer valer. Denotam inspiração e trabalho. Compositor inteligente."

É só para dar conhecimento do que vou fazendo a nível de composição.

Este sábado que passou, contactou-me uma poetisa portuguesa, Gloria de Sant'Anna. Agradeceu-me por lhe ter musicado dois poemas, "É o Vento" e "Pescador". Foram das minhas primeiras canções. Enviei-lhe as partituras das canções. Fiquei com mais uma amiga, ainda que não nos conheçamos pessoalmente.

Por falar em poetisa, já comecei a ler e a musicar alguns poemas argentinos. São para a minha amiga Ana Clara Vera. Iniciei este ciclo com "Ahora". É uma poesia de Maria Elena Walsh que aqui deixo:

"Ahora"


"Ahora como un ángel apareces

y me rodeas sin decirme nada.

Ángel que yo cuidara tantas veces

sin saberlo, callada.

En todo lo que miro permaneces

como el aire feliz de la mirada.

Me parezco a tu ausencia y te pareces

a mí resucitada.

Porque viniste cuando me moría

a devolverme a vivas caridades;

porque mi noche muda se hizo día

por gracia de tu voz iluminada,

en esta eternidad con que me invades

yo que no era, soy tu enamorada."

Até à próxima.

Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

Tinha anunciado que a próxima actividade da Ad Septem Ars seria no dia 26 de Abril pelas 16 horas na Igreja do Convento. Mas já não vai ser. Houve uma troca de datas a pedido dos artistas.
Assim, a Ad Septem Ars vai organizar mais um concerto de música. Desta vez é só música vocal. Vimos trazer a Campo Maior o Septeto Trítono e o Coral de Elvas, o Públia Hortênsia. Quem aparecer vai gostar. De certeza! Este concerto vai ser no dia 19 de Abril pelas 16 horas na Igreja do Convento. Apareçam! A entrada é gratuita!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sem título

Tenho andado "arredio", perdoem-me lá o "alentejanismo" da escrita, mas isto de iniciar uma associação dá mesmo muito trabalho. São projectos e mais projectos, telefonemas e mais telefonemas, ideias e mais ideias que vêm e vão, que se tentam escrever e formatar ou enformar ou lá como é que se diz. Isto agora é só portefólios e planificações p'ra esquerda e p'ra direita! É o que está a dar! Mas não sei para quê e/ou para quem ...
Bem. Vamos lá ao que interessa.
O "Sem Título" é só para pedir desculpa àqueles que me lêem, pelo meu silêncio. Pelas razões já anunciadas. Não é uma desculpa, mas um conjunto de factos e factores que me impedem de escrever, pois não tenho tempo.
Entre projectos terminei, e já enviei para Pádua - Itália, o meu primeiro quinteto de sopro de madeira que intitulei de "Os 5 Elementos - Água, Metal, Ar, Terra e Fogo" dedicado ao quinteto que o vai tocar e estrear, "I Cinque Elementi". Data ainda não há, mas esperam eles e eu também, que seja lá para Julho.
A Ad Septem Ars já tem sede oficial. Estamos na Praça Velha numa sala do Castelo.É uma boa sala para realizar muitas e variadas actividades. Vai também fazer a sua segunda actividade em Abril. Será no dia 26, domingo, pelas 16 horas na Igreja do Convento. Actuarão a Coral "Públia Hortênsia" de Elvas e o septeto vocal "Trítono" de Évora. Dentro em breve teremos mais e melhores notícias!
Oh meu caríssimo amigo Zé Camões!
Acho que não me expliquei bem. Não é que não goste de outras "coisas", mas entre um estrangeiro e um português, prefiro o português. Até pode ser pior, mas é de cá do nosso burgo. E de todos aqueles que anunciei, nem todos são do meu inteiro agrado. Entre Pessoa e Camões, fico-me com Camões. Entre Beethoven e João de Sousa Carvalho, fico com este último por mais que um motivo: por ser português e por ser alentejano como nós, mas de Estremoz. Ainda que Beethoven seja muito mais músico e compositor que o nosso "Joãozinho". Se me derem a escolher uma sinfonia de Beethoven ou outra de um qualquer compositor português para dirigir, enquanto músico e profissional escolheria logicamente a de Beethoven por estar muito por cima da de qualquer compositor português. Mas como nós damos muito pouco valor ao que é nosso, escolheria e escolherei sempre qualquer obra de um compositor português. É que necessitamos muito de promover o que é nosso. Ainda que os poderes instituídos não nos liguem nenhuma. Porque é o que me têm feito, a mim e muitos como eu! É urgente valorizar o que é nosso!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Um pedido

Sei que há para aí poetisas e poetas, que fazem uns poemas bastante interessantes.
O que eu lhes pedia encarecidamente é: há alguém interessado ou interessada em colaborar comigo em alguns projectos vocais? Cada um faz o que sabe. Eu trato da música e os poetas dos poemas. Posso adiantar que esses meus projectos musicais são compôr uma ópera, uma cantata e um oratório.
Cá fico à espera das vossas respostas. Não é assim tão difícil.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tão importante é fazer uma ponte ...

Ponto 1
Já lá vão uns anitos, aí uns 24 , fui cantar a Viena de Áustria. Estivemos lá quase uma semana, pois fui com o coro onde cantei durante 12 anos, e entre concertos e visitas culturais e protocolárias, falei com um austríaco, de que não recordo o nome, e num espanhol perfeitamente correcto e culto, estabelecemos uma conversação cultural/musical algo profunda. Falámos da falta dessa mesma cultura musical existente em Espanha e Portugal, pois não havia tradição musical nestes dois países. Eu dizia-lhe que não era bem assim, tentando salvar a minha "dona", mas cada vez me afundava mais. Que tínhamos grandes escritores e poetas, a Amália, etc., dizia ele, mas continuávamos sem cultura. Perguntei-lhe, já um pouco irritado, que queria ele que tivéssemos. Ele respondeu-me com um ditado muito usado na Áustria:
- "Tão importante é fazer uma ponte como fazer uma Sinfonia!"
Soube uns anos depois, através de um amigo espanhol mas de ascendência alemã, que na Alemanha, não fossem austríacos e alemães primos-irmãos, também tinham um ditado muito parecido: - "Tão importante é construir uma estrada como uma sinfonia!"
Vem isto a propósito do que li num blogue sobre cultura ou sobre o piano, não me recordo muito bem, mas que dizia mais ou menos o seguinte: - "Se soubermos quantos pianos (de cauda) há em cada casa, saberemos o grau de cultura existente". O parêntesis serve mais para mim do que para outra pessoa qualquer, já que eu não tenho piano de cauda, mas deveria tê-lo e ainda o terei.
Eu não iria tão longe, mas poria a questão de outra forma: - "Quantos instrumentos musicais existem em cada casa e que sejam tocados e bem tocados? Estou a pensar nas guitarras ou, como se diz cá em Portugal, nas violas que muita gente pensa que sabe tocar muito bem, não fazendo nada mais do que simples acordes. Mas o que é grave, não é pensar-se que se sabe tocar mas, e isto é que é lamentável, que haja alguém que ensine simplesmente alguns acordes primários que dá para acompanhar umas musiquinhas engraçadas. E quem diz guitarra diz piano, ou teclados ou outra coisa qualquer.
Não sei se o grau de cultura musical e não só, tem a ver com a quantidade de instrumentos existentes em cada casa, mas lá que dá para ver quantos estão de alguma forma ligados à cultura e à música , isso dá de certeza! Também sei que em Portugal, menos em Espanha, ainda se pensa que a estrada é muito mais importante que qualquer acto cultural e artístico. Continuam a gastar-se milhões em auto-estradas e outras "alimalhas", como se isso tornasse melhores e mais felizes os portugueses. Parece-me que não. Mas eu não sou político, sou músico.
Vem muito a propósito uma reportagem numa das televisões portuguesas, creio que a SIC, sobre a academia de música de Pinhel, lá para a Beira Baixa.
Dizia o meu colega que, ningém se preocupa em levar os jovens ao S. Carlos a assitir a uma ópera, (eu não gosto, mas gosto muito de canto e de música vocal e coral), porque não dá votos, mas em contrapartida, levam-se os idosos a Fátima, à praia e a outros imaginários possíveis, porque ...
Continuo a insistir. Não se investe na Cultura! Pronto! Já está escrito! E não me venham com essa de que se fazem muitas actividades disto e daquilo, pois isso também eu faço. Se duvidam, compareçam na próxima 4ª feira, dia 18/02 às 18h e 45m na minha escola, a EB2 de S. João Baptista. E não lhe chamo cultura, nem arte, mas sim, única e exclusivamente uma actividade musical, "conduzida" por um servidor e animada pelos meus queridos "alunos sofridores". Aqui está nascendo a futura orquestra Orff. A ver vamos!
Ponto 2
Zé Camões! Eu pertenço a um grupo, talvez rarito, de gente que gosta preferentemente de música clássica ou culta ou erudita. (Antes de cá chegar, passei por todo o género de música, desde o Fado, a Música Tradicional Portuguesa até ao Rock e ao Jazz). Gosto imenso de poesia. Prefiro esta à prosa. Prefiro Manoel d'Oliveira a outro qualquer realizador estrangeiro, Eça de Queirós ou Fernando Pessoa a Victor Hugo ou outro grande escritor ou poeta estrangeiro, a Jacinta Almeida a outra cantora qualquer.
Não me leves a mal, longe de mim qualquer outra intenção, mas sim um esclarecimento do que eu gosto e penso. Não tem nada a ver com o teu blogue, que adorei de verdade, mas sim com o meu "EU". Entendido?
Já agora. Essa da tua timidez, cura-se como se curou a minha. Até as unhas roía! Quando não temos outro remédio senão dar a cara, passa não num instante, mas ... Nem que andemos uma semana sem dormir!!!!!!! Acredita que é verdade!
Um abraço.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Site da "Ad Septem Ars"

É só para dar conhecimento a todos os mwus amigos e não só, de que a Ad Septem Ars tem já a sua página web: www.ad7ars.com.sapo.pt
Se quiserem dar uma vista de olhos e deixar-me a vossa opinião, agradeço.
Quanto ao mail da associação é. adseptemars@gmail.com
Até à próxima. Ah! Ainda que não estejamos na "berra", estamos a trabalhar para a próxima actividade que, pensamos nós, será lá para Março se tudo correr bem.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009











Press-Release
O rasto invisível da pausa - Luís Silveirinha
Inaugura a 18 de Fevereiro de 2009, às 19h. Até 21 de Março de 2009

A Galeria Alecrim 50 inaugura, no seu espaço no Chiado, a exposição "O rasto invisível da pausa" com trabalhos recentes de Luis Silveirinha. Nesta primeira individual, com curadoria e texto de João Pinharanda, o artista apresenta uma selecção de desenhos a guache sobre papel.Horário2ª a 6ª: das 11h às 19hSábado: das 11h às 13h30 e das 16h às 19h não significar ' nos desenhos de Luis Silveirinha a natureza dissolve os seus elementos, a geometria nega os seus princípios, a realidade duplica-se sobre eixos indiferenciados, a imagem perde equilíbrio e nitidez. nos desenhos de Luis Silveirinha devemos entender "não significar" como algo diferente de insignificante. devemos usar "não significar" como sinómino de um significado que se recusa; no sentido em que a uma coisa tomada por evidente toda a evidência é negada. há um princípio dominante: a água. a água impregna as matérias de representação, arrasta-as para além dos limites do realismo na representação figurativa. a água conduz a imagem aos limites do que "não significa". e perguntamos: do que ainda não significa? ou do que já não significa? como se o informe pudesse estar para aquém ou para além de alguma fronteira e não fosse um interior sem exterior. ' joão pinharanda
Alecrim 50 -- Arte Moderna e Contemporânea Rua do Alecrim, 48/50 1200-018 Lisboa Tel. + 351 213 465 258 Email: galeria@alecrim50.pt http://www.alecrim50.pt/© Copyright Alecrim50. Todos os direitos reservados.Está a receber esta newsletter no email luissilveirinha@hotmail.com, se desejar cancelar a subscrição, clique aqui.Para consultar esta Newsletter online, clique aqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dança do Vento - Midi - Poema

Graças ao João Paulo Saragoça lá consegui fazer o vídeo. Quanto às imagens foram as possíveis de momento. Obrigado pela ajuda. É assim que eu entendo a vida. Sempre colaborando e ajudando-nos uns aos outros.

Quanto à obra, só tenho a parte estritamente musical, pois implica ainda um declamador que aqui não é possível meter. Enganei-me no tempo de duração. A obra dura no total à volta de 10 minutos.

Deixo aqui o extrato do que será aparte cantada

"DANÇA DO VENTO"

In

"CANTIGAS DE AMOR SOBRE VELHOS MOTIVOS"


Para

Soprano, Coro Misto e Piano

Música: Vasco M. N. Pereira

Poema: Afonso Lopes Vieira


Novembro de 2006

[Copyright]


O vento é bom bailador,
baila, bai e assobia,
baila, baila e rodopia
e tudo baila em redor!

E diz às flores, bailando:
- Bailai comigo, bailai!
E elas, curvadas, arfando,
começam, débeis, bailando,
e suas folhas tombando,
uma se esfolha, outra cai,
e o vento as deixa, abalando,
- e lá vai!...

O vento é bom bailador,
baila, bai e assobia,
baila, baila e rodopia
e tudo baila em redor!

E diz às altas ramadas:
- Bailai comigo, bailai!
e elas sentem-se agarradas,
bailam no ar desgrenhadas,
bailam com ele assustadas,
já cansadas, suspirirando,
e o vento as deixa, abalando
- e lá vai!...

· · ·

Agradecimentos

Caro João Paulo

Obrigado pelo conselho. Tentarei fazer o que me dizes. Mas lá a ver se sou capaz. É que sou muito pouco entendido nestas coisas da informática. Irei dando notícias.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Agradecimentos tardios

Peço imensa desculpa de só hoje vir aqui agradecer a todas e a todos os que me felicitaram pela nova associação Ad Septem Ars. Mas foi uma semana de muitas emoções e muito trabalho. Obrigado, muito sinceramente, a todos!
Agora que já agradeci, vai este meu blogue a ser o que era: uma espécie de diário cultural pessoal e dos meus amigos que nos dedicamos a estas coisas da ARTE.
Bom. Voltei às minhas composições e aos meus estudos musicais. Ainda que pareça mentira, isto de ser músico implica muito trabalho de casa. Mais agora do que quando era estudante. Talvez pelo sentido de responsabilidade, não sei bem.
Hoje estive quase todo o dia às voltas com o meu quinteto de sopro - um quinteto de de sopro é um conjunto de 5 instrumentos. A saber: flauta, oboé, clarinete em si bemol, trompa em fá e fagote. Ainda que pareça mentira, este é o meu primeiro quinteto de sopro. Em princípio vai para Itália, se entretanto não mo pedirem de outro lado. Mas se mo pedirem, terei que escrever outro para o mandar para Itália. É que já está prometido. Soube esta semana que a minha obra "Dança do vento" para Soprano, Coro Misto e Piano, com poema de Afonso Lopes Vieira, vai ser estreada em Maio, em Leiria. Só falta confirmar o dia, mas creio que será no dia 2. Isto se não houver algum contratempo, claro.
O dia que aprender a pôr aqui no blogue "midi's", porei esta obra. São quase 20 minutos de música.
Se houver por aí alguém que me ensine, agradeço.
Para além disto tudo, estive a ler uns poemas de uns poetas argentinos. Vamos lá a ver o que me sai. O que posso prometer é que, sair sai.
Até à próxima.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Convite



Convite
Colectiva
Até 11 de Fevereiro de 2009

Álvaro Lapa - André Almeida e Sousa - António Soares - Arpad Szenes - Diogo Guerra Pinto - Eduardo Nery Fernando Calhau - Luís Silveirinha - Marta Wengorovius - Sofia Aguiar - Tomás Colaço - Tomás C. Ferreira

Exposição que inaugura o calendário da Alecrim 50 para 2009. Juntamente com acervo da Galeria, estão reunidos trabalhos, pintura e desenho, de alguns dos artistas que têm estado presentes nas últimas exposições . Uma selecção de excelentes obras que está patente durante o próximo mês, no Chiado.Horário2ª a 6ª: das 11h às 19hSábado: das 11h às 13h30 e das 16h às 19h
Alecrim 50 -- Arte Moderna e Contemporânea Rua do Alecrim, 48/50 1200-018 Lisboa Tel. + 351 213 465 258 Email: galeria@alecrim50.pt http://www.alecrim50.pt/© Copyright Alecrim50. Todos os direitos reservados.Está a receber esta newsletter no email luissilveirinha@

Protocolo: Sim ou Não?

Caro João Paulo

Agradeço as suas palavras, sinceramente. Acredite que é só uma questão de protocolo que se tem de cumprir. Não fica mal nem bem. É mesmo um só ritual que se tem que fazer, independentemente de eu estar ou não de acordo.
Um abraço.

Oh Caro Três Horas da Manhã

(Isso não é um pouco tarde?) (é a brincar)

Obrigado pelos parabéns.
Desculpe-me, mas não me sinto capaz de educar culturalmente quem quer que seja. Posso é ajudar.Talvez o que tenho é mais experiência nesta área, penso.
Duma coisa pode estar certo, esta associação é de e para todos os campomaiorenses e não só. Depois, lá mais para a frente a gente conversa. Gostaria é de poder contar com as suas opiniões e ideias, para melhorar as minhas ideias e a associação.
Um abraço e obrigado pelas suas palavras. Conte connosco.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

In memoriam

Estive a ler uns blogues de e sobre Campo Maior e fiquei um pouco estupefacto. Afinal somos tâo poucos ... P'ra aí uns oito mil e tal habitantes ...
Já levo uns anitos disto de críticas e contra-críticas, são 52! Não se esqueçam que tenho andado nos últimos 30 anos a dar concertos por esse mundo fora.
É só em jeito de explicação.
Náo me importa ser criticado, mas criticar sem perceber o que quer que seja, não aceito.
A associação a que tenho a honra de pertencer, sim para mim é uma honra e um privilégio pertencer a esta associação que ajudei a criar, tem como objectivos a promoção,a divulgação e o ensino da ARTE e da CULTURA e dos seus agentes, quer sejam amadores ou profissionais. Mas atenção! Só aquelas que de um ponto de vista estritamente artístico se tratarem!
Poderia enunciar inúmeras anedotas e peripécias que me passaram ao longo dos meus anos de concertista, mas só um reparo.
Aquilo a que alguns chamam de cultura, eu chamo de comércio, independentemente da qualidade apresentada. E há tanto comércio na música clássica como na música comercial.
Aqui do que se trata é de ARTE! E não lhe dêem mais voltas!
O que estamos tentando fazer em Campo Maior com a AD SEPTEM ARS é promover, divulgar e ensinar a ARTE em todas as suas vertentes e linguagens. E isto já não é para mim que tenho 52 anitos e que me tenho dedicado à Música "culta" desde os 8 ou 9 anos com a minha querida e saudosa professora D. Maria Amélia Dias! Que pianista era! Ainda hoje ando à procura da sonoridade que dava ao Brahms! Simplesmente genial! Obrigado por tudo o que me ensinou!
Se sou músico a si o devo!
Relembro esta grande SENHORA da Cultura Campomaiorense, porque toda a sua vida se dedicou à CULTURA e à ARTE!
E esta associação tem que servir para não deixar perder grandes carreiras e grandes ARTISTAS como a da D. Maria Amélia. Esta senhora, para quem não sabe, foi uma grande, excepcional pianista, da talha de uma Maria João Pires! Era simplesmente divinal a sua sonoridade pianística!
Se alguém tiver o contacto da família da D. Maria Amélia, agradeço que ma enviem. Desde já o meu agradecimento antecipado.
Se houver alguma dúvida, eu, como professor, não deixarei de explicar. Mas não vou entrar em discussões parvas e inúteis sobre o que é cultura e o que é arte. Isso eu sei, pois tenho dedicado toda a minha vida à arte e à cultura.

Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

Rua de Timor, 6 ♦ 7370-024 Campo Maior ♦ adseptemars@gmail.com

Campo Maior, 11 de Janeiro de 2009

A “Ad Septem Ars – Associação Cultural de Campo Maior” ”abriu as suas portas”, que é como quem diz, iniciou a sua actividade. E de que maneira! Com um concerto magnífico, onde todos os músicos intervenientes estiveram brilhantes.

Quem se deslocou à Igreja da Matriz, deu o seu tempo por bem empregue! Apesar do frio! É que há dias especiais. E este foi um desses dias! Só encontro duas palavras para adjectivar resumir o que se passou hoje em Campo Maior: magnífico e emocionante!

Em nome da “Ad Septem Ars – Associação Cultural de Campo Maior” obrigado e parabéns à Jacinta Almeida, à Manuela Godinho, ao Guillermo Segóvia, ao Duarte Graça, ao António Graça e, finalmente, ao excelente pianista Amadeu Oliveira! Um agradecimento muito especial ao nosso querido pároco, cónego Donaciano Marques Afonso que permitiu que invadíssemos a sua igreja. Ah! E um obrigado a todos os presentes também, pois claro!

Pela

Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

A Direcção

sábado, 10 de janeiro de 2009

É já amanhã

Pois! É já amanhã que vamos, não sei se se pode dizer "inaugurar", a Ad Septem Ars - Associação Cultural.
Por força das circunstâncias, tivemos que mudar de sítio. Não vamos realizar o Concerto de Apresentação na Igreja do Convento, mas sim na Igreja da Matriz. Um agradecimento muito especial às Irmãs Concepcionistas e ao nosso Pároco Padre Donaciano Marques Afonso. Obrigado pela colaboração!
A nossa homenagem às Irmãs fica para mais tarde. Paciência! Neste momento de dor e, ao mesmo tempo de regozijo, quero deixar aqui a minha solidariedade e o meu apoio às Irmãs. Sôr Maria de Jesus foi para junto do SENHOR, como me disse Sôr Anjos, entre a tristeza da partida e a alegria da certeza da chegada à Casa de Deus, que só é possível ter quem tem a Fé verdadeira em Cristo. Ave, Sôr Maria de Jesus!
Fica a Ad Septem Ars em dívida com o nosso Pároco. Um bem-haja senhor padre
Donaciano!
Espero que a população de Campo Maior compareça. Isto é para todos os campomaiorenses!
Soube há pouco, que vem gente Elvas. Sede bem vindos! Também queremos trabalhar para vós!
Hoje fomos à Rádio Campo Maior, eu, o Fernando Antunes e o Luís Jorge. Acho que conseguimos expor e explicar bem o que pretendemos. Nunca lá tinha estado. Parecem-me bem apetrechados e bons profissionais!
Por hoje é tudo. Até amanhã ao concerto!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Alguns dos primeiros membros dos órgãos sociais




Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

Ontem, dia 7 de Janeiro, foram designados os órgaãos sociais. Eis aqui a lista completa:

Direcção Executiva

Presidente - Vasco Pereira
Vice-Presidente - Fernando Antunes
Secretário - Luís Jorge
Tesoureiro - Zé Manuel
Vogal - Isabel Raminhas
Suplente - Isabel Pereira
Suplente - João Carita

Conselho Fiscal

Presidente - João Fernandes
Tesoureiro - Luís Lages
Secretário - Antonieta Costa
Suplente - Paulo Amaral
Suplente - Margarida Pereira

Assembleia Geral

Presidente - Teresa Carita
Vice-Presidente - Rui Carneiro
Seretário Luís Alves
Vogal - João Luís Reis
Suplente - Susana Costa Pereira


Haja sorte e empatia ente todos!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Notas ao “Concerto de Reis”

Notas ao “Concerto de Reis”

Por
Vasco M. N. Pereira
Compositor e Director de Orquestra


Domingo, 4 de Janeiro de 2009
Elvas, melhor, Campo Maior – já que estou a escrever de Campo Maior
Como escrevi uma vez, lá aparecem actividades interessantes que me levam a deslocar-me a Elvas.
Lá fui a Elvas, ao Santuário do Senhor Jesus da Piedade e com expectativa elevada, a assistir a um recital vocal e instrumental. Era um “Concerto de Reis” e valeu a pena percorrer os 40 km que distanciam Campo Maior - Elvas – Campo Maior.
Valeu a pena por dois motivos: um, pela qualidade dos actuantes e o outro, por saber de antemão que o único interesse é fazer ARTE e CULTURA. Sim, com maiúsculas!
Está de parabéns Elvas e, em particular, a Confraria do Senhor Jesus da Piedade por esta brilhante iniciativa organizada pela Academia Papagueno. Parabéns também à Academia!
Intervenientes seis, ainda que um tenha vários membros, o Coral Públia Hortênsia de Elvas, claro. Os outros foram as sopranos Jacinta Almeida e Manuela Godinho, o tenor Guillermo Segóvia e o trompetista Mário Ribeiro, acompanhados pelo pianista Amadeu Oliveira.
Quanto ao Coral Públia Hortênsia, dirigidos com maestria pelo professor e maestro Octávio Martins, os meus parabéns. Esta é a segunda vez que os oiço e em cada audição noto melhorias. Estão mais homogéneos, em suma, é mais coro. Continuem a trabalhar.
A soprano Manuela Godinho, expressiva e comedida nos gestos, apesar de algum nervosismo inicial, (isto de abrir um concerto tem que se lhe diga!), acalmou e encantou todos os presentes. Com um timbre muito suave e bonito, nota-se que há trabalho de casa bem feito.
O tenor Guillermo Segóvia, foi uma boa surpresa. Exuberante nos gestos, tem um bom domínio do público e do palco. Boa voz, com timbre suave e agradável, puxou pelo público fazendo-o vibrar.
O Mário Ribeiro confirmou o que eu sabia e conhecia dele. É um excelente trompetista, com ritmo e afinação, tem um bom domínio e conhecimento do seu instrumento, a trompete.
A Jacinta Almeida é daquelas cantoras que não sabe cantar mal. Resumo a sua actuação em duas palavras: simplesmente BRILHANTE!
Deixei para o fim o suporte e a base deste recital de Reis, o pianista Amadeu Oliveira. Antigo aluno do grande e genial pianista espanhol Esteban Sanchez, segue as pisadas do seu mestre, com o seu bem-fazer, leia-se tocar, o seu ofício: PIANISTA!
Para terminar, os meus mais sinceros parabéns agradecimentos a todos os músicos e cantores e, em especial à Academia Papagueno pela brilhante iniciativa e pelo bom momento passado.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ad Septem Ars

Já está! Já foi constituída a Associação Cultural de Campo Maior. Lá estivemos na senhora notária, dra. Sílvia Carrilho. Agora é começar a trabalhar, que projectos e ideias não faltam! Assim haja dinheiro e vontade para concretizar tantos projectos e ideias!. Mas a estes e a estas virei à carga quando a associação tiver o seu próprio blog/página web.

Concerto de Reis

Concerto De Reis

Organização: Academia Papagueno

Apoio: Confraria Senhor Jesus da Piedade


Sopranos: Jacinta Almeida e Manuela Godinho
Tenor: Guillermo Segóvia
Trompete: Mário Ribeiro
Piano: Amadeu Oliveira
Coral Públia Hortênsia de Castro


04 Janeiro 2009 - 16.00 Horas

Santuário s. Jesus Da piedade


P r o g r a m a


«Signore delle cime» ------------------------------------------- G. Marzi
«Ave-Maria» -------------------------------------------------- Arcadelt
Coral Públia Hortênsia de Castro

«How beautiful» ------------------------------------------------ Haendel
«Ave Maria» --------------------------------------------------- Caccini
«Laudate Dominum» ------------------------------------------- Mozart
Manuela Godinho (Soprano) – Amadeu Oliveira (Piano)

«Panis Angelicus» ----------------------------------------------------- César Franck
«Agnus Dei» -------------------------------------------------- Bizet
«Vissi d’arte» – Tosca ---------------------------------------------- G. Puccini
Guillermo Segóvia (Tenor) - Amadeu Oliveira (Piano)

«Ave-Maria» -------------------------------------------------------- Bach-Gounod
«Nun Beut die Flur» ------------------------------------------- Haydn
«Ave-Maria» --------------------------------------------------Verdi
Jacinta Almeida (Soprano) – Amadeu Oliveira (Piano)

«Jesus alegria dos homens» Cantata 147----------------------- J. S. Bach
«Moonlight Serenade» ---------------------------------------- G. Miller
«Mundo maravilhoso» ----------------------------------------- Bob Thiele
Mário Ribeiro (Trompete) – Amadeu Oliveira (Piano)

«Laudamus te» ---------------------------------------------- Vivaldi
Jacinta Almeida e Manuela Godinho – Amadeu Oliveira

«Joy to the world» -------------------------------------------- Haendel
«Natal de Elvas» ----------------------------------------- ----- Tradicional
Coral Públia Hortênsia de Castro

Resenhas Biográficas

Coral Públia Hortênsia de Castro – Elvas
Criado em 1987, teve a primeira actuação na Sala Públia Hortênsia de Castro na Biblioteca Municipal de Elvas (daí o seu nome). Deu já três centenas de concertos, de norte a Sul do País, na Madeira e em Espanha. Actualmente é composto por 30 elementos e dirigido pelo Professor e Maestro Octávio Martins, licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.
Manuela Godinho
Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Nacional de Lisboa de onde é natural, com a Professora Manuela de Sá. Licenciada em Filologia Germânica, nunca abandonou o seu gosto pelo Canto. Tem actuado em Portugal, Espanha e França tanto a solo como em duo.
Guillermo Segóvia
Natural de Badajoz, iniciou os seus estudos de Canto no Conservatório de Mérida com a Soprano oriental Mariana You Chí. Realizou Concertos por toda a Estremadura espanhola, Costa del Sol e Madrid. Actualmente prepara a apresentação de um drama musical criado para ele pelo dramaturgo Miguel Murillo.
Jacinta Almeida
Licenciada em Canto pelo Conservatório Superior de Música de Badajoz, realizou vários Concertos em Portugal, Espanha, Brasil, Inglaterra, França e Marrocos, acompanhada por várias Orquestras e Pianistas. Actualmente reparte a sua actividade pedagógica entre Espanha e França.
Mário Ribeiro
Licenciado em Educação Musical do Ensino Básico. Possui o 8º Grau de Trompete pelo Conservatório Nacional de Coimbra. Actuou com a Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, a Orquestra de Câmara de Coimbra e a Orquestra de Espinho tocando a solo o concerto para 2 trompetes de Vivaldi. Solista em várias bandas filarmónicas Portuguesas.
Amadeu Oliveira
Licenciado em Piano pelo Conservatório Superior de Música de Badajoz, apresentou-se em concerto a solo, com orquestra bem como acompanhando outros artistas em Portugal, Espanha, Brasil, Inglaterra, França e Alemanha. Actualmente reparte a sua actividade concertística e pedagógica entre Espanha e França.

CONVITE / iNVITACIÓN

INVITACIÓN
Concierto de Año Nuevo
Recital de Canto y Piano
(Música clásica, dúos, canciones argentinas y villancicos)

Ana Clara Vera (soprano)
Ma. Asunción Caballero (contralto)
Álvaro Rubén García (piano)

Sábado 3 de Enero de 2009 18:30 hs.
Teleclub - Centro Social
Renedo de la Vega - Palencia
¡¡ Los esperamos y muy Feliz Año Nuevo para todos !!
Organiza: Ayuntamiento de Renedo de la Vega
Colabora: Asociación Musical Amigos de los Clásicos

Música para Bodas
Teléfono: 699 707 264
Web: www.claracanta.com
Web-Blog: www.anaclaracanta.weebly.com

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ad Septem Ars - Associação Cultural de Campo Maior

Ora aí está! Já cá canta! Ou há-de cantar assim que fizermos a escritura de constituição!
Pois é, meus amigos! Já temos associação cultural em Campo Maior.
O nome é uma variação, não fora eu músico, do nome latino de Campo Maior, "Ad Septem Aras", qualquer coisa como "Até ao sétimo campo" . Como a associação está inteiramente dedicada à CULTURA, à ARTE, e esta em latim é ARS, ficou este nome, Ad Septem Ars, que traduzido para o português significa,"Até à séptima arte". Espero que gostem! Foi uma ideia do Fernando Antunes! O seu a seu dono!
Também iremos realizar a nossa 1ª actividade. É logo, "loguinho" no príncipio de Janeiro de 2009. Lá para o dia 11, por volta das 15.oo horas, na Igreja do Convento. É uma forma de homenagear as nossas "Irmãs Concepcionistas". Bem o merecem!
Obrigado Irmãs por nos abrirem as portas da vossa casa. Bem hajam! Os artistas, e que artistas, são amigos meus que me (nos) fazem o favor de participarem neste concerto de apresentação da associação. São eles:
  • Jacinta Almeida - Soprano e Amadeu d'Oliveira - Piano
  • Duo de Acordeões: António e Duarte Graça

Espero que os campomaiorenses compareçam em peso. Isto é por e para todos vós e nós.

Até dia 11 de Janeiro de 2009.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Recital de Canto y Piano en memoria de D. Jesús Urién

Agradecemos desde ya la difusión de ésta información y quedan todos uds. invitados.

En el Real Monasterio de Santa Clara de Carrión de los Condes, desde el día 30 de noviembre y hasta el 11 de enero de 2009, se llevará a cabo la Exposición "El Belén, sus personajes y sus símbolos", que anualmente organizan las hermanas clarisas en el Museo, con Belenes de todas partes del mundo. El horario para visitar la exposición, es de 11:00 a 13:00 y de 17:00 a 19:30 todos los días (lunes cerrado).

Durante el mes de diciembre, también se han organizado varias actividades culturales y encuentros de hermandad, que mencionamos a continuación: Domingo 14 Diciembre - 18:30 hs. Recital de Canto y Piano en memoria de D. Jesús Urién (+2006) Rector del Santuario del Brezo. Soprano: Ana Clara Vera - Piano: Álvaro Rubén García.
19:30 Rezo de VísperasSábado 20 Diciembre - 18:30 hs. Concierto de Villancicos y lectura de poesías a cargo de las cinco comunidades religiosas de la ciudad de Carrión: Carmelitas Descalzas, Hijas de la Caridad, Agustinas, Filipenses y Clarisas.Intervención de D. Angel Ignacio Lafuente Zorrilla, presidente del instituto de Técnicas verbales y locutor y presentador de TV. 19:30 hs. Rezo de VísperasViernes 26 Diciembre - 17:00 hs. Oración por la Paz y las Familias, bajo el lema del "Espíritu de Asís". Presidida por el Vicario de la Diócesis D. Antonio Gómez Cantero.
Los esperamos, muchas gracias!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mais um projecto!

Pois é! Já me meti em mais uma alhada! Ou como me disse o meu pai: "Já te meteste numa camisa de onze varas!"
E o que vou eu fazer? Sim, o que posso eu fazer?
Acho que ser músico, com todos os defeitos e virtudes que tenha, é muito mais que só pensar e idealizar uma carreira musical. Penso que todos, mais uns do que outros, temos a "obrigação", ainda que relativa, pois os músicos também têm necessidades como os demais seres humanos, repito, temos a obrigação de dar algo mais que música, por muito boa e bem feita que esteja.
Tenho alguns sonhos, diria ideias, que desejo realizar. São sonhos/ideias concretizáveis, mas não sozinho, claro está.
Já começámos a conversar. Que passo de gigante foi este! Sentar pessoas, algumas até antagónicas politicamente, à mesma mesa ... É obra! Não tenho só eu os louros. Também os tem o Zé Manuel, pois claro. Numa coisa concordámos: é urgente e necessário criar alguma coisa que mexa com as pessoas e as eduque culturalmente. Tem que haver uns e umas carolas a darem a cara e, porque não, o "corpinho" por uma ideia e transformá-la num projecto.
Obrigado aos que estiveram presentes, (hoje não nomeio ninguém - talvez para a próxima semana já os possa identificar), na primeira reunião da futura Associação Cultural! Campo Maior e a Cultura merecem o esforço e o sacrifício.

sábado, 18 de outubro de 2008

Recital

A pianista Maria do Céu Camposinhos vai realizar um recital de piano, tocando obras de:

Mendelssohn, A. J. Fernandes, Scriabin e Chopin

26 de Outubro de 2008, pelas 18 horas

Biblioteca Municipal de Fafe

Entrada Livre

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Avaliação de Professores II

Entreguei a minha ficha com os meus "objectivos individuais?". Pronto! Já está!
Mas continuo sem entender nada do que se me pede. Qual será a finalidade de tudo isto?
E para aberração final, aulas assistidas! Não que tenha receio de que alguém veja o que faça, mas já fiz estágio com aulas assistidas e parece-me que não me saí mal de todo ao longo destes anos todos.
Tenho-me perguntado, porque é que fui em anos que já lá vão, (não muitos), sòzinho, nos sábados de manhã para a minha escola, ensaiar os meus alunos, quando podia e devia ter ido passear com os meus filhos? O que é que eu ganhei? Nada, mesmo nada.
Quando deixei a minha família em casa e fui com os meus alunos, em fins de semana a representar a escola em festivais, o que é que eu ganhei? Nada, mesmo nada.
Sinto-me traído por quem deveria e tinha a obrigação política e moral de me (nos) defender e apoiar.
Sinto-me traído e enganado, ainda que não tenha votado, nesta gente ...
Só me resta começar a fazer as contas para a reforma ... E mesmo que perca dinheiro ... Adiós!!!!!!!!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Avaliação de Professores

Apesar de eu ser professor do 2º Ciclo, não tinha muita vontade de me meter nesta conversa, mas ... estou farto ... cansado ...

Ando irritado, pronto! Estou saturado de papéis e mais papéis para coisa nenhuma. Ainda ninguém da classe política me convenceu que isto da Avaliação de Professores sirva os interesses de quem quer que seja, pelo menos os interesses da Escola Pública, da aprendizagem, do rigor, da disciplina, afinal aquilo que faz falta aos nossos alunos e, porque não dizê-lo, aos nossos filhos. Sim! Porque os professores também são pais e educadores e, mesmo que não acreditem, procuraram e procuram sempre o melhor para os seus "meninos".

Mas voltando à vaca fria.

O que é que se pretende com esta avaliação? Que os professores mais velhos se reformem e assim contratar professores mais novos e com menos tempo de serviço para lhes pagar menos? Se é isso, estamos conversados. E por mais que a "ministra", que de ministra só tem o nome, tente explicar as grandes vantagens e benefícios desta avaliação, eu continuo à busca desses benefícios.

E já agora mais uma questão. Se somos todos iguais perante a lei, então porque não aplicar a todos os funcionários do Estado, incluídos ministros e outros que estão escondidos lá no governo, esta mesma avaliação e dividir todas as categorias em duas:
  1. A de Titular.
  2. E os outros.

Bem, lá andariam os médicos, os militares, os juízes a "brigarem" uns com os outros e, principalmente com o governo.

E como seria com os ministros e os deputados? Ministro Titular? Deputado Titular? Secretário de Estado Titular?

Quanto aos deputados, a gente já sabe que há os titulares e os outros, que ninguém sabe ao certo para que estão lá na Assembleia, a não ser para ganharem uns "cobres" e tratarem da reforma. Boa reforma, diga-se.

Por hoje chega. Prometo que voltarei à carga.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Início de um projecto

Claro que é musical!

Iniciei-o aqui na minha escola. Vamos lá a ver no que é que isto dá. Espero, e desejo, que seja o princípio do coro e orquestra Orff de Campo Maior.
Está aberto a todos os alunos, a partir do 4º ano do Básico até à Secundária.
Os ensaios são nas 4ªs. feiras das 15 h às 16h e 30m. É pouco tempo, mas é o que há. Assim haja vontade de participar.
O que posso prometer é trabalho e mais trabalho, musical.
Tenho a colaboração, que agradeço, da Banda 1º de Dezembro cá do burgo. Obrigado!

Trabalhos compositivos e Vox Laci

Já há algum tempo em que não escrevo no meu blogue - eu escrevo à portuguesa, ainda! A culpa, como sempre é dos outros, ou seja, dos meus "trabalhos compositivos" e alguma, diria que bastante, preguiça!
A respeito dos meus últimos trabalhos compositivos, ou das minhas composições se preferirem, terminei um ciclo de três canções dedicadas ao nosso ilustre e grandessíssimo poeta, Luís Vaz de Camões: "Descalça vai para a fonte", "Perdigão perdeu a pena" e "Verdes são os campos".
Realmente, é caso para dizer: quem sabe, sabe. O "Luisinho" sabia mesmo aquilo que fazia. Adorei relê-lo. Já lá iam uns anitos, mais de trinta, que não olhava para os poemas do "Luisinho". Como se diz agora, "um espectáculo!"
Recebi hoje um "mail" que passo a transcrever pela importância do seu conteúdo, assinado pelo maestro Myguel Santos e Castro, director do Coro de S. Domingos de Rana. Não poderia estar mais de acordo. Aqui vai. Acho que alguém o poderia fazer chegar à ministra e seus pares. Só lhe fazia bem. Pode ser que se iluminem e isto vá para a frente, como o desejam todos os professores.

Vox Laci ...a voz do lago
Coro de S.Domingos de Rana
Assunto: #32 Palavra de Maestro "Não há segredos: trabalho!"


Em todos os grupos, turmas de escola, equipas no desporto, famílias, coros, locais de trabalho existem sempre dois grupos. Por mais coeso e forte seja um grupo, existem sempre dois grupos: um encontra-se à frente do outro, mesmo que a diferença seja mínima. Dentro desses grupos as pessoas vão mudando de um grupo para o outro. Normalmente no grupo A são pessoas que se sentem totalmente integradas no meio social e função que desempenham; no grupo B pessoas que entraram há menos tempo que no grupo A e que necessitam de tempo para ganharem o seu espaço. Também podemos ter no grupo B pessoas que já tiveram tempo para estar no grupo A mas, por razões que devem ser analisadas individualmente, ainda não fizeram o tal “clique”.
Há só um Ronaldo, Bill Gates, Belmiro,Dudamel, Marcelo. Chamo-os de lebres, pois estão sempre na frente, difícil de acompanhar o seu ritmo e capacidades. São pessoas que não só se destacam no meio onde estão inseridos pelo trabalho desenvolvido como o resultado do seu trabalho é extrapolado para além fronteiras. Porquê que se destacam? Não há segredos. Trabalharam muito e não param de querer evoluir, não se contentam com o que já atingiram, estão constantemente a querer mais e melhor.Também não é segredo: continuam a trabalhar.
Num coro também há lebres. O ideal seria que todos os quatro naipes tivessem lebres, ou seja, coristas que puxam pelos seus colegas. Há que aceitar com naturalidade estas lebres, sem contornar o óbvio. A selecção portuguesa é a mesma sem Deco? Se numa determinada altura um aluno não é a lebre, mas tem como objectivo ser, quando alcança esse “estatuto” pode escolher uma de duas vias: fica contente por ser lebre e trabalha para se manter assim; fica aborrecido pois está à frente e tem que “puxar” os que estão atrás. Talvez seja altura de mudar de grupo ou talvez seja tempo para esperar pelo grupo que vem atrás. Talvez apenas pense que é uma lebre, mas não o é.
O trabalho de um professor, um maestro de um coro, é estar atento e criar métodos de trabalho de encorajamento para quem está à frente e quem não está. Um grupo faz-se com quem está ainda atrás e quer chegar à frente com o grupo. Uma lebre não é grupo, é uma lebre só.
Ficamos abismados com os 20´s dos melhores alunos, os impérios económicos de alguns, os salários milionários de poucos, a perfeição de execução de obras sejam com coros amadores ou profissionais e poderemos ser induzidos a pensar que são dotados e que já nasceram assim. Não é verdade! Tal como não é segredo que quem não joga, nunca ganhará o Euromilhões, também nos coros não há segredos: trabalho!

Com os melhores cumprimentos.o maestro,
Myguel Santos e Castro
http://www.voxlaci.com/