segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Apoio a la Orquesta de Extremadura

Publico aqui esta carta do meu colega director de orquestra Pablo Heras-Casado. Faço minhas as suas palavras:

"El director de orquesta español Pablo Heras-Casado, joven granadino que después de haber dirigido las más importantes orquestas de todo el mundo va a hacer su debut el próximo 20 de octubre con la mítica Berlin Philharmonic Orchestra.

¡Muchas gracias por tus palabras, Pablo!

Quiero expresar todo mi apoyo a la Orquesta de Extremadura por la labor que estáis realizando en vuestra Comunidad. Una orquesta no es sólo un grupo de músicos, es un símbolo cultural de la sociedad en la que vive y con la que dialoga, es un referente de los valores en los que se sustenta, un ejemplo de universalidad en un contexto geográfico amplio, un punto de encuentro donde vernos reflejados, donde confrontar con las grandes Obras de Arte lo que somos y lo que quisiéramos ser. Una orquesta debe ser un estandarte del que cualquier sociedad se debe sentir orgullosa. Una orquesta no se mide con números, no se cuestiona. Tampoco cuestionamos las iglesias ni los museos, porque todos ellos son templos que encierran parte sustancial de lo que somos.

Bajo estas premisas ningún político debería sentirse con autoridad para cerrar una orquesta y privar a la sociedad de un bien incalculable, de un referente para las generaciones futuras, de una aspiración para muchos ciudadanos. Estamos en momentos difíciles, está claro, pero seguro que hay fórmulas para hacer que una Orquesta tenga su sitio en el frío espacio del documento con los presupuestos de la administración. Seguro que TODOS quieren luchar para que esto sea posible. Sres políticos, escuchen a su orquesta, escuchen a su público, y a su sociedad. No destruyan un templo del Arte: en estos momentos, precisamente, no estamos sobrados de referentes con valores que nos hagan mejores.

Atentamente,

Pablo Heras-Casado, director de orquesta"

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Les Journées du Patrimoine






Depois da homenagem (mais que desejada) à poetisa Glória de Sant'Anna, deixo aqui o "Dossier de Presse" das "Journées du Patrimoine", onde estarei (espero) presente muito brevemente para escutar a minha amiga e genial soprano francesa SABINE STEFFAN que irá emprestar a sua belíssima voz a três criações minhas: "BONSOIR MADAME LA LUNE" - para Soprano Solista, Coro Misto e Piano e "ALMA REDEMPTÓRIS" estas duas em estreia mundial e "AVE MARIA" em reestreia.
ALMA REDEMPTORIS e AVE MARIA têm texto em latim e BONSOIR MADAME LA LUNE tem texto em francês. Este poema francês do século XVI de autor anónimo é de uma beleza e humor finíssimos:



Bonsoir madame la Lune
Que faites-vous donc là ?
J'fais mûrir des prunes
Pour tous ces enfants-là.

Bonjour monsieur le Soleil
Que faites-vous donc là ?
J'fais mûrir des groseilles
Pour tous ces enfants-là.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Homenagem a Glória de Sant' Anna - Reflexos

Já o deveria ter feito, mas ontem foi-me de todo impossível. Ainda tentei escrever, mas estava demasiado cansado e extasiado pelo domingo excepcional que tive e tivemos.
Sempre participei com a minha CAMERAʇtA IBÉRICA, desculpem-me este "puxar a brasa à minha sardinha", na mais que merecida e justa homenagem à poetisa Glória de Sant' Anna. E foi bom, muito bom, mesmo. Deu para perceber que a música orquestral tocada por 5 instrumentistas de grande valor técnico e musical, é bem aceite, assim como as minhas canções(zecas). A nossa soprano convidada, Jacinta Almeida, é sem sombra de dúvida uma cantora de eleição. Que magnífica interpretação de todas as minhas 5 canções! Obrigado, Jacinta! Aos músicos acompanhantes e integrantes deste novel agrupamento musical, Alfonso Pineda, Amadeu d' Oliveira, Antonio Mateu, Cecília García e Ruben Venegas, só lhes posso agradecer do fundo do meu coração. Parabéns a todos!
E já que estou em maré de agradecimentos, quero deixar os meus parabéns à Câmara Municipal de Ovar pela excelente organização de um evento simples, mas cheio de emoção.
Também tenho de agradecer à família Andrade Paes, irmãs Inez e Andrea e demais amigos e amigas, pela sua participação e colaboração, que sem a sua preciosa ajuda esta homenagem não teria tido nem sido tão calorosa, emocionante e comovente.
Tanto eu como os músicos adorámos estrear-nos em Ovar!
Penso que todos gostaram da nossa actuação, apesar de não ter sido brilhante, ainda que com grandes momentos de virtuosismo e musicalidade raras, não esmoreceu nem escureceu tão importante acontecimento.
Vou e vamos, de certeza que sim, ficar ligados a Ovar de coração, pela gentileza e amabilidade e pelo bem-fazer. Eu já o estava antes, pois a beleza e grandeza da poesia de Glória de Sant' Anna leva o meu imaginário para terras longínquas (Moçambique) onde nunca estive e outras onde estive.
Como não é todos os dias, nem meses, que um compositor tem a oportunidade e o privilégio de apresentar em estreia mundial, unicamente um concerto só com trabalhos seus, só tenho que agradecer a todos que trabalharam para que acontecesse. E que obras, meu Deus! Difíceis, difíceis, difíceis! Grandes músicos!
Grato, sinceramente, pelos livros, Inez e Andrea!
Em meu nome, da minha família e da CAMERAʇtA IBÉRICA, um obrigado muito grande, ENORME, à família Andrade Paes!
Até breve.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

DISSONÂNCIAS III

Começo a ficar preocupado. Muito preocupado mesmo, porra! Desculpem-me o termo! Mas começo a pensar que a CULTURA deste país está a ir pelo cano!
Dizem-me que o país está em crise, mas ... Que culpa tem a Cultura? Num país onde investir em cultura é coisa rara, porquê vender a Antena 2? Vou ter que me limitar a escutar a Radio Nacional de España ou ver o Mezzo? Ou terei que me limitar a ouvir música culta, Jazz e "Clássica", que eu gosto só pela internet? Não me parece que este seja o caminho.
Não creio que alguém com dinheiro, muito dinheiro esteja disponível para o investir na Antena 2 e manter o formato e o nível.
Pelo contrário, não me preocupa o desaparecimento ou a transformação do Ministério da Cultura em Secretaria de Estado. Porque nunca senti nem vi qualquer transformação cultural na sociedade portuguesa. Quem recebia subsídios continuou a receber subsídios ... E vai continuar a receber subsídios, talvez com menos euros, mas tudo na mesma "como a lesma".
Não bastava já a falta de políticas culturais municipais? Ou iremos ter que aguentar-nos com "Carnavais de Verão" e afins?
E que pensar da ex-Ministra da Cultura não querer receber o actual Secretário de Estado da Cultura? Penso que o país e a Cultura mereciam menos sobranceria.

domingo, 26 de junho de 2011

DISSONÂNCIAS II

Estive a ver o 2º Canal da RTP, o tal que deve ser vendido...! O que é pena pois ainda é dos poucos que vai fazendo alguma coisita pela Cultura deste País!
Vamos ao que importa.
Estive a ver, melhor, a rever um programa sobre o "SISTEMA" na Venezuela, país desse magnífico director de orquestra, Gustavo Dudamel Ramirez, também ele saído do "SISTEMA".
Mas o que é o "SISTEMA"? O sistema é um movimento humanitário, cultural e social para a inclusão! Mas como? É simples, através da MÚSICA E DO ENSINO DESTA!
para quem quiser saber mais, deixo aqui o link : http://www.fesnojiv.gob.ve/
É certo que continuo fascinado pelo "SISTEMA", não porque seja o sistema em si, transcendental, mas porque o empenhamento das classe mais desfavorecidas na "instrução" dos seus filhos, leva a empurrar para a escola os seus educandos.
A Música não é só diversão, mas lá, na Venezuela, pelo que li e vi, a instrução dá educação por e pela Música. e OS MIÚDOS GOSTAM!!!!!
Tudo isto se deve a um sonhador, um semeador de ilusões, fazedor de sonhos e de realidades: José Antonio Abreu Anselmi, venezuelano, criador e fundador do Sistema Nacional das Orquestra Juvenis e Infantis da Venezuela.
Este "SISTEMA" já foi implementado nos USA, dando origem a uma formação orquestral.
Quem estuda música e faz música de conjunto, sabe que todos os outros são tão importantes quanto ele. Tocar numa orquestra, numa banda ou num grupo de música de câmara, é aprender a partilhar, a aceitar e, fundamentalmente a dar sem receber nada em troca! É também saber qual o seu lugar e o seu papel em relação a um universo complexo, como o da música de conjunto. Porque se tu tocas mal, todo o grupo ou orquestra toca mal, mas se tu tocas bem, podes levar os outros a tocar ainda melhor. A isto chama-se entreajuda, colaboração com o próximo. É dar sentido à própria vida e à dos outros.
Posso afirmar que, quem estuda música a sério, (e isto é muito importante e fundamental), tornar-se-á melhor cidadão, promoverá o desenvolvimento cultural, social e económico do seu bairro, vila ou cidade, tal como acontece na Venezuela e noutros países.
Se nós continuarmos a comprar PS3, computadores e jogos de última geração aos nossos filhos, jamais eles saberão dar o real valor e a lutar contra as dificuldades da vida.
Se o "SISTEMA" poderia ser implementado em Portugal? Claro que sim, mas as mentalidades dos nossos políticos e governantes teria que mudar e muito!

domingo, 19 de junho de 2011

Dissonâncias I

O maestro António Vitorino de Almeida esteve em Campo Maior.
Apesar da muita insistência da Câmara Municipal, decidi não comparecer, apesar de eu admirar e muito o maestro. Porquê? Porque não é assim que se faz Cultura.
Este tipo de eventos só é válido quando inseridos numa sequência cultural que em Campo Maior nunca existiu, não existe e duvido que alguma vez venha a existir. E a explicação é muito simples: não há uma política cultural para Campo Maior!
Há p’ra aí umas actividades pretensamente culturais, mas cultura nenhuma.
E agora pergunto eu. O maestro veio de graça? O piano foi emprestado? Quanto custou esta “brincadeira” ao erário público? Porque eu sei qual o “cachet” normal do maestro, ainda por cima com uma cantora.
E se não há dinheiro para associações culturais, como é que houve dinheiro para esta actividade?
Só mais uma pergunta: onde e quando se fundará a ESCOLA DE MÚSICA? Campo Maior merece muito mais da parte do município e de quem o dirige.

terça-feira, 10 de maio de 2011

COMUNICADO


Demiti-me da Ad Septem Ars! Desde quarta-feira passada, 4 de Maio, que já não sou presidente da Ad Septem Ars.

Há muitas razões, mas a fundamental é a minha falta de tempo. Como comuniquei aqui neste meu blog, recentemente fundei um quinteto/sexteto, a Cameratta Ibérica, grupo dedicado à música de câmara contemporânea e, principalmente aos arranjos da música orquestral.

Este trabalho, (o de compositor, arranjador, director artístico e musical), é um trabalho que me leva muito, mas mesmo muito tempo. E eu levo-o muito, mas muito a sério. Os meus colegas e amigos de grupo, merecem um trabalho extremamente profissional da minha parte, já que a excelência da sua execução instrumental assim me obriga. E para este trabalho, necessito de tempo para meditar e para escrever música! E foi para isto que estudei durante 20 anos, sim 20, nos diferentes conservatórios de música!

E depois deste tempo todo dedicado à Ad Septem Ars, cansei-me do amadorismo, da carolice, que algumas pessoas e instituições teimam em continuar a praticar e a difundir, de cartas e “e-mails” não respondidos, etc., etc., etc. Eu não estou para me "queimar", pois até tenho um certo reconhecimento como músico que quero e tenho que preservar.

Para além disto, todo o trabalho de professor, apesar de muito boa gente pensar o contrário, leva-me também muito tempo. É que as aulas e os trabalhos não se fazem sozinhos e as aulas não se dão sem preparação.

Um agradecimento muito especial a todos os que colaboraram comigo, quer como associados quer como assistentes nas várias actividades culturais que promovi.


Até qualquer dia.
Obrigado.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Homenagem

Vou participar numa homenagem à poetisa Glória de Sant'Anna. Aliás, foi uma proposta que fiz à Câmara Municipal de Ovar, faz já mais de um ano. Será no dia 3 de Julho de 2011, no Centro de Artes de Ovar.

O importante é que foi aceite a minha proposta. É importante para mim, mas creio que para toda a família, com quem mantenho uma relação de sã amizade ainda que à distancia e também, para a cidade de Ovar. Mas mais importante ainda, é divulgar e dar a conhecer esta mais que excelente obra desta grande senhora das nossas letras.

Os participantes somos eu, a minha mais recente criação a Cameratta Ibérica e mais alguns familiares da poetisa que dirão alguns poemas.

Do programa estritamente musical, vão constar obras minhas, quer em forma de arranjos quer em forma de canções originais com poemas de Glória de Sant'Anna.

Serve a homenagem também para apresentar a minha Cameratta Ibérica. Eu estou aqui como gosto de estar, como director artístico, musical e compositor residente. Não vou tocar. Fico fora de palco, onde só irei em caso de ser extremamente necessária a minha colaboração como director de orquestra.

O grande objectivo da Cameratta Ibérica é fazer música orquestral/sinfónica e música contemporânea, mas por cinco instrumentos: Clarinetes, Saxofones, Trompa, Piano. Estes, são tocados por cinco excelentes músicos, com uma grande e vasta experiência, tanto a solo como em música de câmara e orquestral.

Do programa vão constar alguns dos arranjos que fiz: Brandenburg Nº 2 e Suite Nº 3 em Ré Maior de J. S. Bach, a Obertura "Esclavos Felices" de J. C. Arriaga, Danças Romenas de Bela Bartok e 5 canções com música minha e poemas de Glória de Sant'Anna: É o Vento, Pescador, Asas, Mágoa e Mar.

Esta Cameratta, sim com dois "Tês", é formado por quatro músicos espanhóis e um português, não vivesse eu na raia e não tivesse estudado lá. São eles: Cecília Garcia - Saxofones, António Mateu - Saxofones, Alfonso Pineda - Clarinetes, Rubén Venegas - Trompa e Amadeu Oliveira - Piano.

Este quinteto pode ser extendido a sexteto, ou quinteto com voz, participando a minha grande amiga, a soprano Jacinta Almeida, que é o que vais acontecer no dia 3 de Julho.

Mas isto tudo só é possível, pela gentileza e generosidade da família da poetisa, especialmente à senhora D. Inez Andrade Paes, que serviu de interlocutora, permitindo-me musicar os poemas, o que agradeço profundamente.

Até à próxima.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Contentinhos" com o quê?

Deixo aqui este mais que excelene recado. Para quem? A quem servir! E pelos vistos a muito boa gente!

Obrigado Maestro!

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"Mantem-te positivo dentro e/ou fora do coro!” Esta tem sido a minha mensagem desde que dirijo coros, mas nos dias de hoje, tem sido cada vez com mais veemência que reitero este ensinamento.

Numa sociedade que passa a mensagem do facilitismo , que tudo está bem no final e vão todos contentinhos para casa. Parece o coro que ouvi ontem: desalinhados, desafinados, sem vida e objectivo e vão todos no final para casa a sentirem-se contentinhos por que serviram a comunidade. O que não sabem (será mesmo que são assim tão surdos?!) é que serviram a comunidade de uma grande dor de cabeça e instabilidade emocional. Que dor!...

Numa sociedade que promove o contentinho mas que vive e exige tão pouco. O problema não são os jovens e crianças de hoje, são a geração que os colocou cá. O problema não são as crianças “hoje não querem ir ao ensaio”, o problema está na geração que diz “ok!” a isto. O problema não estão nos jovens que parecem que não sabem falar sem ofender, o problema está na geração que olha impávida e passivamente. O problema não são os colegas de trabalho que se dão mal, mas a chefia que não intervem com autoridade em situações de injustiça. A solução está em estarmos atentos em todos os minutos e passarmos a mensagem que o “contentinho” é algo falso e que não perdura, mas a sensação do bem real, de uma música executada na perfeição é algo de sublime, mas não precisa de ser parte de outro mundo! Pode ser deste mundo!

Manter -mo-nos positivos é saber fazer uma autocrítica não para ficarmos todos contentinhos, mas saber onde falhámos ou podemos melhorar: uma determinada passagem, uma entrada em falso, uma pequena distracção, uma frase menos conseguida, a música toda mal. Poderão estar confusos se estou a falar do coro ou da sociedade...estou a falar de ambos ao mesmo tempo, ou não é um coro uma micro-sociedade? Ou o coro não reflecte a nossa sociedade? Ora vejamos exemplos. Há falta de homens nos coros (há mais mulheres no mundo), falta de crianças nos coros infantis(baixa natalidade), pessoas zangadas e ressentidas porque não são solistas ou chefes. Não percebem que se deve proteger a individualidade de cada um , mas que a estabilidade do coro/sociedade/ empresa/família/etc. está acima de quaisquer apetites de carreira?! Enfim...o mal fica para quem o pratica e remumina dentro de sí. Estão "contentinhos" com o quê? Com o vazio de sentido.

Por mim, pelos coros que dirijos, pela sociedade em que estou inserido continuarei o meu caminho pelo positivo, fugindo do “contentinho”, procurando estar atento ao meu redor, a cuidar dos que estão à minha volta, preocupado com os mais ausentes, exigente com todos mas sobretudo comigo próprio. Não atingirei nunca a perfeição mas continuarei no caminho à procura de ser cada vez mais, cada vez melhor. Podemos parecer que somos poucos, mas sei que não estou só!

os melhores cumprimentos

o maestro,Myguel Santos e Castro
www.voxlaci.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sabine Steffan en concert exceptionnel



Publié le 14/12/2010 09:09 LaDepeche.fr
Le 18/12/2010

Cagnac. Sabine Steffan en concert exceptionnel

Sabine Steffan sera à Notre Dame de la Drèche le samedi 18 décembre.


Soprano internationale, Sabine Steffan - dont Pavarotti disait « elle n'a pas une voix, c'est une voix »- donne un concert de Noël avec « Le Pupitre » samedi 18 décembre à 20h30 à Notre Dame de la Drèche. Au programme Rossini, Mozart et Verdi avec Robert Graczyk au piano, dont la concertiste admire le talent. Ce concert exceptionnel est placé sous la direction musicale de Christine Michiels. Sabine Steffan offrira au public une création mondiale : l'Ave Maria du compositeur Portugais Vasco Pereira. Le chanter dans un lieu aussi particulier que Notre Dame de la Drèche est pour elle un évènement et un grand bonheur. Elle interprètera également l'alléluia de Haendel, le Notre Père d'Albert Hay Malotte, Minuit Chrétien d'Adolphe Adam mais aussi « douce nuit … en occitan ! A la Drèche ou au bout du monde, Sabine n'oublie jamais « son » Occitanie et en demeure une ambassadrice convaincue et convaincante.


Sabine Steffan a déjà travaillé avec Christine Michiels. « Nous avons eu envie de renouveler l'aventure.» précise-t-elle. «Je suis concertiste mais aussi professeur de Bel Canto et j'ai été ravie de faire profiter « Le Pupitre » de mon enseignement ». En répétition avec le chœur depuis deux mois, elle prévoit d'autres rendez-vous. « L'année prochaine pour l'année Verdi, nous envisageons un concert autour de l'opéra italien. Il manque encore quelques basses, mais d'ici là…»


Reconnue par la critique internationale comme l'une des grandes sopranos françaises,Sabine Steffan se produit sur de grandes scènes mais affectionne aussi les concerts privés, les petites chapelles près de chez elle. Attentive au patrimoine local, elle encourage aussi les projets associatifs. Début décembre elle a marqué de sa présence un projet pédagogique et artistique autour de Mozart dont le point d'orgue fut un concert à Fontsegrives. « Chaque concert est pour moi très…très important » insiste-t-elle comme pour signifier que l'essentiel est la générosité du partage musical et vocal.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ciclo sobre música religiosa

13/12/2010

Retomei o ciclo compositivo que inicei com a AVE MARIA. A que vai ser estreada dia 18/12 em França. Entretanto, pus música a ALMA REDEMPTÓRIS MATER. Outra maravilha!

Hoje comecei "O SANCTISSIMA". Que beleza de texto! Penso que os textos religiosos têm uma beleza inigualável! Têm uma musicalidade implícita que nos ajuda a escrever música! São textos com uma profundidade que muitas das vezes me é de difícil compreensão. O meu latim até parece que foi tirado nas "novas oportunidades"!?! Mas estou a gostar e muito do que estou a escrever. Acho que continuo a evoluir como compositor. Estou à espera que esse fenómeno do piano e meu grande amigo Amadeu Oliveira Pinho, me dê a sua opinião.

Estou a escrever para Canto, Soprano ou Tenor, e Piano. Em princípio, é muito mais fácil ser apresentado em público, quando se escreve para poucos instrumentistas. Penso eu.

Quero escrever este ciclo com 5 ou 6 canções. Não mais.

Também comecei um sexteto de cordas: 2 Violinos, 2 Violas e 2 Violoncelos. Este é para ir fazendo. Não há pressa.

Um pedido. Alguém conhece uma Contralto e um Barítono? Se souberem ou conhecerem, não interessa a nacionalidade, contactem-me por favor! Gostava imenso de trabalhar para Contralto ou Barítono. Nunca escrevi para este tipo de vozes. Deve ser muito interessante. Já escrevi para Baixo, mas para Barítono nunca. E gostei imenso.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

SUBSÍDIOS - SIM ou NÃO? (revisto)

AVISO: Não irei permitir polémicas nem irei responder a qualquer comentário. Quanto à publicação de qualquer comentário a favor ou em contra, ficará única e exclusivamente ao meu critério. Porque isto é só um pensamento não político, mas de um músico profissional que vê e interpreta a política cultural de outra forma.
No passado dia 2 de Dezembro, realizou-se uma reunião com toda a vereação camarária e as associações do concelho. Talvez uma nova forma de estar ou crise a quanto obrigas?
Eu estive presente em representação da Ad Septem Ars.
Percebi, ainda que não me tivesse sido comunicado, que seria uma reunião de e para contenção de despesas municipais. Era mais que lógico! Penso eu.
Como disse na altura, fiquei muito admirado de ver conjuntamente todas as associações que prestam um serviço social, como os bombeiros e IPSS. Porquê? Porque acho que não são associações, mas sim INSTITUIÇÕES que prestam um serviço social que outras não o prestam. Eu até pensava que a Câmara Municipal tinha um qualquer acordo de apoio para com estas Instituições! Mas pelos vistos enganei-me! Sempre supus que no orçamento municipal houvesse um apoio declarado e explícito para estas instituições! Ignorância minha! Mas deveria haver! E terá de haver num futuro não muito longínquo! Ou não?
Quem dá refeições e presta auxílios a tanta gente sem pedir nada em troca tem a "OBRIGAÇÃO" de ver recompensado o seu esforço e voluntariado dos seus membros. Chame-se como se chamar!
E as outras associações com que ficam? Com os restos? Não! Mas penso que é tempo de se acabar com o "beija mão"! Sei que tem sido sempre assim, mas ... Há que mudar! Façam-se projectos concretos. Se houver um interesse declarado para o concelho, creio que não restará dúvidas que dentro do orçamento municipal para estas agremiações, haverá apoio por parte das entidades concelhias.
Não me parece que seja muito correcta esta forma de atribuir subsídios. Entrega-se um plano de actividades e mais uns quantos documentos e ... pronto!
Cada associação tem a obrigação de saber o que vai fazer, quando o vai fazer e quanto vai custar! Chama-se a isto planificar e racionalizar gastos. Será mais barato para o Município? Talvez não, mas não lhe sairia mais caro! Isto de certeza absoluta. Se juntarmos a toda esta planificação uma dose de realismo, seriedade, honestidade e interesse público, de certeza qu o erário público ficará a ganhar.
A associação da qual sou presidente sempre quis trabalhar assim! O Município é que não o quis. Talvez por não ter percebido a ideia.
Eu sou a favor de que cada associação venda o seu produto, seja ele qual for! Todas as associações têm um produto para vender, ou não? Então vendam-no! A quem? Se é do interesse do concelho, vendam-no ao Município! (Entenda-se produto como qualquer actividade que seja do interesse público).
Sempre tive muita dificuldade em entender esta distribuição dos dinheiros públicos! Por conhecer e ter a experiência de outras associações noutros países, onde não há este "subsídio-dependência". E o mais curioso é qua as coisas funcionam mais ou menos, mais para mais do que para menos, bem! É assim em Espanha, França ou Itália. E lá a política cultural, que é coisa que cá não há, existe e funciona!
Mas esta minha opinião só é válida se o município não se quiser subsistuir às associações culturais e/ou de entretenimento, mas sim apoiar-se nelas. Caso contrário, tudo cai por terra!
Resumindo: SUBSÍDIOS NÃO! EXCEPTO PARA ...
Independentemente de estar certo ou errado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ave Maria - estreia

Tenho estado numa fase de grande trabalho compositivo. Nestes quase 4 meses, escrevi:

  • um novo quinteto de sopros - Suite Miniatura;
  • um quarteto de clarinetes - Beet / homenagem a Beethoven;
  • 4 canções com poemas em português para baixo e quinteto de sopro;
  • 3 canções para Soprano e Orquestra de Cordas, sendo uma delas para 2 sopranos e orquestra de cordas;
  • 5 canções para soprano e piano;
  • um conjunto de 6 pequenas peças para oboé e piano com a duração de 30 segundos cada uma;
  • e mais não sei quantos arranjos e harmonizações.

Os poemas são todos em português, castelhano e latim.

Quase todas as canções, 6 no total, são para a soprano uruguaia, D. Cristina Santi. Mais lá para a fente escreverei sobre esta mais que interessante soprano.

O título é sugestivo: Mais uma estreia. Não é nada de importante, mas sinto-me extremamente honrado, não orgulhoso, por gente de invulgar talento e qualidade musical querer cantar/tocar coisinhas minhas. Sim, que o que escrevo (literalmente) são coisinhas.

Desta vez é uma senhora francesa que dá pelo nome de Sabine Steffan. Vive perto de Toulouse. É soprano. Nunca soube o género dos nomes das vozes: o ou a soprano? Cá para mim é a soprano. Por ser voz de mulher. Se calhar é incorrecto, mas eu estudei em Espanha e lá diz-se a soprano! Pronto! (não prontos, que é horroroso!).

Madame Sabine Steffan vai cantar a minha Ave Maria com texto em latim. Mas o curioso é que eu não dava nada por esta Ave Maria. É uma senhora com uma voz lindíssima, extremamente limpa, clara e afinadíssima. A estreia está marcada para 18 de Dezembro próximo.

Gostaria imenso de estar presente. Vamos ver.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Concurso?...

Recebi este "e-mail" e ... Pensei ... Pensei ... Voltei a pensar ... Repensei e ... decidi publicá-lo, fundamentalmente pela originalidade(?!?!?) e pela pouca vergonha que reina neste país.

Não basta as duplas e triplas reformas, os ordenadões que fazem inveja aos "compadres" de outros países muito mais ricos que o nosso.

Aqui deixo esta maravilha.

Concurso de lugar de educação e desporto na Câmara M Bragança

Concurso de lugar de Chefe de Divisão de Educação e Desporto na Câmara Municipal de Bragança

As 2 Licenciaturas com que se pode concorrer são de Professores do Ensino Básico, variante de Português/ Francês e Português/Inglês.

Pois é pessoal de Ed. Física (2º ou 3º ciclos), não podemos concorrer, pelos vistos é mais um JOB para um BOY, com 3500euros de vencimento (pelo menos é o que se fala), mas se conhecem alguém com estas Licenciaturas, recomendem o lugar, pois ele é bom... concurso aberto até 18 de Novembro.

Divulguem mais esta vergonha, e não deve ser só em Bragança...

É assim que Bragança evolui na sua cultura desportiva, até aqui temos muito pouco por que nos orgulhar pelos nossos préstimos desportivos (já lá vai o hóquei...), assim augura-se um promissor futuro desportivo brigantino!! Viva Bragança!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

La Collina delle Rondini

A 95 anni dal genocidiodel Popolo Armeno

Terepia, il teatro di figura e Casa di Cristallopresentano

La Collina delle Rondini

dai testi di Antonia Arslan,

Edgar Hilsenrath, Emanuele Aliprandi,David Kherdian, Zareh Yaltëzčian

e con le musiche di Claudio Fanton

Voci del dolore e del coraggio, dello strazio e della speranza,dell’umiliazione e della grande dignità del popolo armeno,voci che,come i colori compressi dentro il vetrodel presse-papiers di nonno Yerwant,che incantava la piccola Antonia,urlanoper essere liberate, per raccontare le storiee rompere il silenzio,che voleva soffocare la memoriae nascondere l’orrore del Metz Yeghèrn, del Grande Male

Partecipa allo spettacolo Antonia Arslan

Auditorium del Centro Culturale Altinate - San Gaetano

Via Altinate, 71 - PadovaSabato 27 novembre 2010 ore 17:00

Ingresso Libero

L’arca di Noè si posò sui monti dell’Ararat, la maestosa catena, culla del popolo armeno.

Con questa immagine biblica ha inizio il nostro viaggio nel cuore di un popolo di antica civiltà, per non dimenticarne la tragedia. L’Armenia, il paese delle pietre urlanti, il paese delle croci di pietra, è il paese di Thovma Khatisian, l’Hayastan, la terra degli avi, "là dove Cristo è stato crocifisso per la seconda volta". Ed è

La Fiaba dell’Ultimo Pensiero
, il romanzo di Edgar Hilsenrath, ebreo di origine orientale, a farci tornare a quel lontano 1915, inizio del Metz Yeghèrn, il Grande Male. L’autore, nato a Lipsia nel 1926 ed oggi residente a Berlino, dopo essere scampato ai lager nazisti e aver provato l’infinito dolore dell’esilio, con la storia di Thovma ripercorre la tragica vicenda del popolo armeno, che sente vicino, perché ha rischiato l’annientamento come il suo. Ma il ricordo di ciò che è avvenuto, nel dialogo fra Meddah, il narratore di favole, e il protagonista, diventa testimonianza, un dovere morale perché il male non si ripeta. Un dovere morale ispira Antonia Arslan e le detta nei due splendidi romanzi, La Masseria delle Allodole e La Strada di Smirne, pagine dolorose ma piene della grande dignità dei suoi avi. Sono i racconti del nonno, custoditi nel suo cuore di bimba, a dar vita a personaggi indimenticabili, che ci colpiscono per la loro grande forza d’animo.

Antonia Arslan legge per noi alcuni passi della Masseria, e le sue storie trovano un’eco nelle notizie dei gionali, pubblicati tra il 1915 e il 1916, raccolte con grande rigore e passione da Emanuele Aliprandi in 1915, Cronaca di un Genocidio, per ricollocarle in quella Storia, che alcuni vorrebbero seppellire per sempre. Il suo prezioso lavoro, partito come semplice raccolta di emeroteca, diventa ricerca, volta ad individuare cause e responsabilità, un’importante indagine sul primo genocidio del XX secolo.

Ma la tragedia dei sopravissuti alla strage della

Masseria
e alla deportazione si conclude a Smirne, la città agognata – ma anche la città da cui fuggire e in cui trovare la salvezza. E allora le pagine de La Strada di Smirne di Antonia Arslan si intrecciano con quelle di David Kherdian, autore di Lontano da Casa

: Veron, la giovane protagonista, troverà la salvezza proprio a Smirne, dove invece moriranno in un’eroica donazione di sé Ismene e Isacco, gli amici dei perseguitati, i cui nomi sono incisi sulle dodici lastre di basalto, poste sulla Collina delle Rondini, dove anche noi idealmente porteremo il nostro fiore.

E alla fine ci accompagnano i versi di Zahrat, scritti nel 1924: poesia, medicina dell’anima. Qui pian piano le parole riescono a trovare la via per dar voce al ricordo, per esprimere il dolore e - forse - per esorcizzarlo.

terepia, il teatro di figura,è un’associazione culturale nata per la ricerca,l’organizzazione e la divulgazione di originaliforme di spettacolo, in cui si fondonorecitazione, musica, espressione corporea, animazione di figure e di oggetti surreali e allusivi.

I Cinque Elementi Wind Ensemble

è presente in prestigiosi festival internazionali,è chiamato a "dipingere di suoni" performanceteatrali d’avanguardia,è impegnato nella ricerca e nella propostadi nuovi panorami musicali.

La Casa di Cristallo

è un’associazione di ricerca letteraria attivaa Padova dal 1987.Presieduta e diretta da Antonia Arslan, organizza cicli di conferenze, aggiornamenti culturali e presentazioni di libri, che spaziano dalle opere di scrittrici italiane tra '800 e '900, a quelle di autori veneti, alle novità editoriali.Da diversi anni è una delle voci più attive in Italia per la divulgazione della cultura e della storiadel popolo armeno.

Il duofanton rievoca Armenian Duduk Echoes.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nome artístico

Pois pensou mal, meu caro. Não tenho nome artístico, só próprio. E como é composto, utilizo e utilizam aquele que conhecem melhor. Realmente não percebe mesmo nada disto. Como se diz por cá: entera-te!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Porquê?

Apesar de tardios... Muito obrigado, Luísa! Já agora, quando me encontrar, indentifique-se, pode ser? É só para falarmos pessoalmente.

Ainda que eu não goste, e até abomine, "avatares" e pseudónimos, explique-me lá ó "Camponês" isso do melhor blogue de Campo Maior? Porquê este meu mísero blogue? Não entendo. Eu nem escrevo sobre Campo Maior, mas sobre as minhas actividades e as dos meus amigos. Mas isso é lá convosco.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Estreia do meu quinteto de sopro

Lá foi estreada a minha obra para quinteto de sopro. E foi na "Salle la Forge à Portets" - Bourdeaux - France, no dia 27 de Julho de 2010.

Que posso dizer? Não sei. O quinteto "I Cinque Elementi" está formado por cinco instrumentistas-maravilha. Não encontro adjectivos, substantivos ou outra coisa para os classificar. Já há muito, desde Esteban Sanchez, que não escutava música tão bem executada.

Passem pelo Youtube e desmintam-me, se forem capazes.

Obrigado caríssimos amigos Claudio, Sophie, Tommaso, Daniele e Elena. Grazie mille!

domingo, 27 de junho de 2010

http://ac-senior-cm.blogspot.com/ + Ensemble de Flautas de Bísel de Campo Maior

Ora aí está o Coro da Academia Sénior de Campo Maior! O Título é o sítio da Academia. Pode ser que tenham vontade de dar lá um salto.
Funcionou! Se poderia estar melhor? Podia. Mas ... Quantos ensaios tivémos? 7? 8?
Dentro do possível estão todos os coralistas de parabéns. Acho que já soa a coro. Em Setembro continuamos, mas com mais rigor e exigência! Estão todos avisados!
Também quero deixar a minha grande admiração e apreço pelos vossos excelentes trabalhos. Parabéns!Quero agradecer a todos e todas a disponibilidade, a paciência e a grande vontade de cantar e, um agradecimento muito especial aos meus distintos colegas e amigos, doutores Francisco e Júlia Galego por me terem convidado a colaborar na Academia. Obrigado!
Boas Férias!

Dia 29 de Junho, terça-feira, às 21 horas e 30 minutos o Ensemble de Flautas de Bísel de Campo Maior, vai encerrar a temporada com um concerto. Este realizar-se-á no Centro Cultural de Campo Maior:
Programa

Motetus - Anónimo do Séc. XIV

Porque me nao - Anónimo do Séc. XV

Canticorum Jubilo - G. F. Haendell (1685 - 1759)

Más vale trocar - Juan del Encina (Séc. XVI)

Lascia ch’io pianga “Deixem-me chorar” - G. F. Haendell (1685 - 1759)

The Sound of Silence - Paul Simon (1946 -)

Morning has broken - Tradicional Irlandesa

Ani Kuni - Tradicional Índia Norte-americana

Três melodias populares - Tradicional Portuguesa

Oh! Happy Day! - Espiritual Norte-Americana

The Flinststones - Hanna & Barbera


Direcção musical, artística e arranjos musicais

Vasco M. N. Pereira