segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Aula de Música 1












Aula de Música











Vou iniciar uma abordagem aos conceitos musicais, tentando explicar toda a “mecânica” musical numa linguagem, espero eu, simples e clara.


I – O que é a Música?


A Música não são só sons e ritmos que nos fazem sonhar, dançar, cantar e, por vezes, até chorar. A Música é muito mais que isso. Tão pouco será aquela definição que se dá aos jovens alunos: “Música é a arte de exprimir sentimentos ou emoções”. E quando não exprime nada disto, o que será?

A Música é essencialmente movimento. O movimento gera tempo. E para haver tempo tem que existir acentuações. E as acentuações nascem das palavras, sem as quais não há movimento.
E do “movimento acentuado”, (a chamada “intonatio” - entoação), das palavras nasceu a MÚSICA. Assim, Música é um conjunto de acentuações sucessivas fortes e fracas. (1ª definição)
E não é outra coisa qualquer. Por mais voltas que lhe queiram dar, toda a música se resume ao alçar (levantar) e ao dar – ARSIS e THESIS. É como o andar. Ninguém é capaz de andar com os dois pés colados ao chão, pois não? Para se andar, é necessário que um pé se levante e, depois o outro, etc.
Toda a gente sabe que na linguagem verbal, aquela que utilizamos para nos comunicarmos uns com os outros, as palavras têm acentos. E estes são três: agudo (´), grave (`) e circunflexo (^).
E não há mais. Sei que há gente por aí que pensa que o til (~) é um acento. Nada de mais errado! Minhas senhoras e meus senhores: este símbolo é uma nasalação, que tem a ver com a pronúnciação e não com a acentuação. E se repararem bem, (e já agora se se decidirem por estudar um pouco de latim), verão que o símbolo tem a forma de um (N).

Voltando às acentuações.

Por isso é que a música NEUMÁTICA era representada por traços ou linhas, mais ou menos parecidas com as que estão ao lado ou nas imagens iniciais.


Representavam-se os sons desta maneira, dando aso a que cada um as interpretasse como entendesse e soubesse. Só muito mais tarde, lá para o século IX é que a escrita musical começou a tomar forma. Posteriormente, e já com o Canto Gregoriano em força, estabeleceu-se a escrita “quadrada”.
Se reparem bem, os três acentos ortográficos actuais lá continuam, ou já lá estavam antes de se lhes chamar assim.
Ainda hoje mantemos na nossa linguagem verbal e musical esta nomenclatura. Vejamos:
  • Acento Agudo – sons altos ou agudos

  • Acento Grave – sons baixos ou graves
  • Acento circunflexo – nem sons graves nem agudos, chamemos-lhes intermédios, sem uma acentuação definida.

Não é assim ainda hoje? Não acentuamos ou marcamos mais as palavras agudas e menos as graves? Em música é precisamente a mesma coisa.

Corro o risco de estar a ser demasiado simplista, mas se lêssemos um texto com a devida e rigorosa entoação das acentuações, sair-nos-ia uma lenga-lenga engraçada. Experimentem, então!

Resumindo: Música é uma sucessão de acentuações fortes (dar) e fracas (alçar).

Para evitar males maiores: as imagens são tiradas da internet, apesar de eu as ter nos livros. É mais fácil pô-las aqui, copiando da "net".

1 comentário:

  1. Convido-o e aos seus leitores a visitarem o blogue da Academia Sénior de Campo Maior

    http://ac-senior-cm.blogspot.com/

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